62% dos moradores de rua de Franca são migrantes


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Homem na calçada do Centro Pop: das 800 pessoas que vivem nas ruas de Franca, 500 são de fora
Homem na calçada do Centro Pop: das 800 pessoas que vivem nas ruas de Franca, 500 são de fora
De cada dez pessoas que vivem nas ruas de Franca hoje, seis vieram de outras cidades. Ao todo, das 800 pessoas vivendo em situação de rua, 500 seriam migrantes. Os dados foram apresentados pelo vereador Corrêa Neves Jr. (PSD) na manhã desta terça-feira, durante a sessão da Câmara. O levantamento foi feito pela Secretaria Municipal de Ação Social em resposta a um requerimento encaminhado pelo vereador. 
 
Ainda de acordo com a secretaria, por ano, a Prefeitura gasta com os programas de atendimento à população de rua o equivalente a R$ 1,2 milhão, cerca de R$ 100 mil por mês. Deste montante, apenas 18% vêm do governo federal. O restante é custeado com recursos próprios. 
 
Para o vereador Corrêa Neves, os dados preocupam. “Esses são números oficiais. Foram informados pela própria Prefeitura e mostram como é imperativa a reflexão sobre as política públicas adotadas, porque atestam que as ações voltadas para este tipo de atendimento estão equivocadas. Franca está se tornando um polo de atração de moradores de rua que em outros municípios da região não encontram a estrutura que têm aqui”, disse.
 
Além disso, apesar do investimento de mais de R$ 1,2 milhão, o número de moradores de rua na cidade não tem diminuído. “Ninguém defende que essas pessoas devam ser expulsas ou que se crie um muro para isolá-las. Não é essa a questão. O que defendo é uma discussão para entendermos por que o município tem fomentado essa atração e, então, criar políticas para tratar de fato a questão. Políticas que sejam mais eficientes e criem oportunidades verdadeiras de mudança de vida”. 
 
Segundo o vereador, as atuais políticas não melhoram as condições de vida dessas pessoas. “Apenas 95 pessoas deixaram as ruas e não há acompanhamento para saber se elas retornaram”. 
 
O vereador Diretor Marcos (PSDB) também criticou a política atual do governo. “São números que assustam e mostram que os vereadores não estavam errados em criticar o Centro Pop. Devíamos agora chamar o secretário de Ação Social para uma nova discussão a respeito”. 
 
Della Motta (PRN) disse que é preciso também debater a eficiência dos programas atuais. “Não vou me cansar de falar que sou contra o Centro Pop. Investir R$ 100 mil por mês em um atendimento que não apresenta resultados efetivos é muita coisa”, disse o vereador. 

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