Comissão de Orçamento e Finanças decide votar projeto em separado


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Vereador Corrêa Neves Jr. discute com outros integrantes sobre o repasse de verbas para a merenda escolar e para gastos com a folha de pagamento
Vereador Corrêa Neves Jr. discute com outros integrantes sobre o repasse de verbas para a merenda escolar e para gastos com a folha de pagamento

Na reunião que analisou as explicações apresentadas pela Prefeitura para o repasse de verbas para a merenda escolar e para gastos com a folha de pagamento, os vereadores da Comissão de Orçamento e Finanças decidiram que ainda precisam de mais esclarecimentos e devem votar o projeto que ainda prevê a destinação de verbas para as obras do entorno do Conjunto Habitacional do Copacabana em separado.

Segundo as explicações encaminhadas pelo governo na tarde de hoje, o gasto extra de R$ 1,6 milhão com a merenda escolar se deve ao fato de o número de alunos apontados nas contas do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) não estarem atualizados. Segundo os dados, estariam cadastrados para Franca apenas 5097 crianças nas creches, quando o número real seria de 6.757, além disso ainda haveriam mais 860 novos alunos. "O governo fala em uma redução do número de alunos, mas não explica as razões. Queremos esclarecimentos para entender o que houve ja que o valor pedido praticamente dobra o gasto do governo municipal com merenda", disse o vereador Corrêa Neves Jr. presidente da comissão

O vereador Diretor Marcos disse que tem ouvido nas escolas que houve problemas por parte da prefeitura no cadastramento de dados atualizados. "Me parece que ninguém fez a atualização no tempo devido", disse ele, ressaltando que é preciso pedir explicações à Secretaria de Educação.

Para não atrasar o pagamento e correr o risco de afetar a distribuição da merenda, os vereadores decidiram votar o item mas devem pedir explicações mais detalhadas.

Dois pontos ficaram acertados em votar separado. Um é sobre a destinação de R$ 56 mil para o pagamento de folha e outros sobre a convalidação de gastos já feitos. "São gastos que já foram pagos e liquidados. Não entendo como poderemos autorizar o que já foi autorizado. Não vamos convalidar gastos que já foram feitos", disse Corrêa Neves. A mesma posição foi tomada pelo presidente da Câmara Marco Garcia. "Não temos que dar esse aval". 

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