Mulher espera há 5 meses por cirurgia de urgência


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Mesmo com encaminhamento de urgência, a comerciante Andreia Mendes não sabe quando fará o procedimento
Mesmo com encaminhamento de urgência, a comerciante Andreia Mendes não sabe quando fará o procedimento
“Tenho que conviver com a dor e é desesperador não saber quando isso vai passar.” É assim que a comerciante Andreia Aparecida Mendes, de 42 anos, relata sua situação. Com hiperparatireoidismo, ela espera há cinco meses por uma cirurgia de urgência, mas não sabe quando o procedimento será finalmente agendado. Enquanto não recebe um retorno da Secretaria de Saúde sobre o caso, a paciente vive à base de medicamentos para a dor e convive com o sofrimento provocado pela doença, que ataca os ossos e já atingiu seus rins.
 
“A minha mulher sente dores há anos e somente em outubro do ano passado, após muita insistência e cobrança, foi que conseguimos chegar a um diagnóstico preciso. Com hiperparatireoidismo, ela foi encaminhada para uma cirurgia que a médica avaliou como urgente mas, mesmo com o pedido e as nossas constantes visitas em busca de agilidade, a Secretaria de Saúde não resolve o problema”, disse o marido de Andreia, Reginaldo Domingos da Silva.
 
Após passar por atendimento na UBS (Unidade Básica de Saúde) do Paulistano, a comerciante foi encaminhada para o NGA (Núcleo de Gestão Assistencial) e chegou a fazer acompanhamento no AME (Ambulatório Médico de Especialidade) e no HC (Hospital das Clínicas) de Ribeirão Preto, mas enquanto a cirurgia não acontecer, de acordo com os médicos, não há como as dores desaparecerem. “Vivo à base de remédios para ajudar um pouco nas dores, que são mais intensas no fim da tarde e noite. Muitos dias, nem mesmo consigo dormir. A minha médica já informou que, sem a cirurgia, vou piorando a cada dia e os tumores que tenho nos ossos podem piorar. Tenho que tomar cuidado extremo para evitar quedas, pois a doença já afetou meus ossos e rins. Infelizmente, não temos condições de arcar com as despesas e só posso esperar que a cirurgia seja marcada”, disse. “Estou com todos os exames pré-operatórios realizados e vou diariamente na Secretaria para saber quando o procedimento acontecerá, porém, não tenho retorno”, completou Andreia. 
 
Outro lado
A Secretaria de Saúde do município afirmou que a paciente está em fase de pré-operatório. Segundo a pasta, a data para o procedimento deve ocorrer nos próximos dias, com disponibilização através do DRS.
 
O DRS (Departamento Regional de Saúde) de Franca informou que, no caso de cirurgias eletivas, são disponibilizadas cotas para os municípios e os mesmos são responsáveis por agendar as cirurgias. Afirmou ainda que a gravidade de cada caso e a necessidade do procedimento cirúrgico são definidas pelos municípios e não pela regulação estadual.

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