Uma casa na rua Dr. Francisco Maníglia, abandonada há mais de 12 anos, de acordo com os moradores, tem provocado uma série de problemas para quem vive na região. Ratos, escorpiões, baratas e até cobras têm invadido as residências dos vizinhos que, além de terem que conviver com o medo de alguma doença, ainda temem pela insegurança já que o espaço é destino frequente de usuários de drogas. Insatisfeitos, cobram a Prefeitura para solucionar o problema.
“Tenho dois filhos, um de 8 e outro de 3 anos e, só na semana passada, encontrei quatro escorpiões em casa, inclusive um deles me picou. Além disso, bandidos arrombaram a minha casa no último sábado e fizeram um limpa, fugindo pela casa abandonada que tem muito mato alto e sujeira, facilitando que eles usem o local para se esconder”, disse o técnico de som Lucas Mariano da Silva, 36, que teve a casa invadida pela segunda vez em menos de seis meses.
O mesmo problema é relatado pela sapateira Sônia Azevedo, 49, que mora na rua há mais de 30 anos e afirma ter cansado de cobrar um posicionamento da Prefeitura em relação ao imóvel. “Ratos já invadiram a minha casa e cansamos de pedir providências à Prefeitura, mas é difícil. Além dos bichos, mosquitos da dengue, baratas e escorpiões, ainda convivemos com o medo, pois a casa serve de abrigo para usuários de drogas”, desabafou.
Ainda segundo os moradores, a casa abandonada não é limpa há mais de quatro anos. Sem contato com os proprietários, eles acionaram o setor de Vigilância Ambiental da Prefeitura por diversas vezes, mas dizem que não obtiveram retorno.
Terrenos sujos
O número de terrenos sujos espalhados pela cidade também tem gerado reclamações. Nos últimos dias, moradores dos jardins Portinari e Panorama, além da região próxima da Escola Estadual “Professora Carmem Nogueira Nicácio”, questionaram espaços públicos que são utilizados irregularmente para descarte de lixo.
Segundo os reclamantes, o problema, além de levar mau cheiro e animais peçonhentos para as residências próximas, ainda facilita a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika, chikungunya e até mesmo da febre amarela urbana. Nos dois primeiros meses deste ano, foram registrados 74 casos suspeitos de dengue em Franca. No ano passado, foram mais de 3,4 mil casos suspeitos.
Justificativas
De acordo com o chefe da Divisão de Vigilância em Saúde, Cleber Benedito, equipes da Vigilância Ambiental serão enviadas até os locais para o mapeamento e identificação dos proprietários dos terrenos e do imóvel abandonado, que estão em estado irregular de limpeza, para que sejam tomadas as devidas providências.
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