Cangoma planeja ampliar bloco de Carnaval em 2018


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Pedro Fonseca e Priscila de col, diretores do Cangoma
Pedro Fonseca e Priscila de col, diretores do Cangoma
Com um público recorde de 5 mil pessoas, segundo estimativa dos organizadores, o bloco de Carnaval Cangoma foi destaque nas ruas de Franca na última segunda-feira, 27 de fevereiro. Os animados foliões saíram da Praça João Mendes e seguiram até a Praça Nossa Senhora da Conceição ao som de marchinhas, samba reggae, sambas tradicionais e outros ritmos brasileiros. Na sequência, houve show ao ar livre na Concha Acústica que contagiou todo o público presente. Pedro Fonseca, diretor do Cangoma ao lado de Priscila De Col, é nosso entrevistado do Jogo Rápido deste domingo.
 
Como surgiu o Cangoma em Franca? Primeiramente, em 2006, surgiu o nosso espaço, que é o Centro Cultural Cangoma, que oferece cursos e divulgação da Cultura Popular Brasileira. Na sequência, montamos o Grupo Cangoma, que hoje conta com 14 pessoas e, desde 2007, fazemos o cortejo de Carnaval. Em 2014, montamos pela primeira vez o bloco, um projeto aberto para as pessoas participarem e também para quem quisesse tocar algum instrumento, e montamos oficinas para ensiná-las. Montamos o bloco com essa vertente, com o Carnaval com manifestação da Cultura Popular Brasileira. Fazemos as marchinhas que são mais tradicionais no Rio de Janeiro, na região Sudeste; o samba reggae que vem da Bahia; o maracatu que vem de Pernambuco e por aí vai.
 
O bloco de 2017 reuniu o maior público da história do bloco? Sim, a gente vem numa crescente. Em 2014, primeiro ano, contabilizamos entre 500 e 700 pessoas; no ano seguinte, foi em torno de 1,5 mil participantes; no ano passado, comparecerem em torno de 3 mil pessoas e, neste, nos nossos cálculos, pela metragem que temos da Prefeitura, tivemos cerca de 5 mil pessoas. 
 
O Carnaval atual de Franca é carente de blocos de rua. Você acha que o Cangoma veio para suprir essa lacuna? A gente veio para trazer para Franca o que já acontece em outras cidades. Hoje em muitas cidades os blocos são tradicionais. Em São Paulo, por exemplo, existem mais de 400 blocos hoje, que começaram a surgir mais efetivamente nos últimos 5, 6 anos. Em Ribeirão Preto, teve o bloco Os Alegrões, que saí com eles em 2008... Sem contar cidades tradicionais, como Ouro Preto (MG) e Olinda (PE). A intenção foi trazer para Franca o que já movimenta o Carnaval de outras cidades. No Cangoma, além do bloco, temos o Baile à Fantasia, que aconteceu no último sábado, 25, com o mesmo repertório musical. 
 
Para o Carnaval 2018, visto o sucesso que o bloco obteve neste ano, você pensa em ampliar a folia para mais dias? Tendo em vista como foi neste ano, estamos pensando em ampliar o bloco para 2018, talvez para mais um dia, com novo trajeto. Em 2017, saímos da praça João Mendes, em frente à Padaria Estrela, e fomos até a região da igreja Matriz. No ano que vem, queremos crescer o projeto cada vez mais. O número de integrantes da percussão também tem aumentado, nesse ano saímos com 65 músicos, incluindo as crianças, pois temos cursos específicos de percussão para crianças.

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