'É muito comum a mãe não acreditar no abuso'


| Tempo de leitura: 1 min
Imagem de arquivo meramente ilustrativa
Imagem de arquivo meramente ilustrativa
Há 18 anos atuando na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), a psicóloga Fabiana Zagolin já participou de diversas investigações semelhantes ao estupro da adolescente de 14 anos. Segundo ela, é comum a mãe não acreditar no relato da vítima ou de parentes acerca dos abusos. “Acontece muito da mãe não acreditar e uma tia ou outro parente levar a vítima para falar comigo. E, na maioria das vezes, realmente houve o abuso”, disse a psicóloga.
 
Fabiana também disse que os padrastos correspondem à boa parte dos estupradores e trouxe uma triste realidade à tona: esses crimes são cada vez mais comuns e o acusado, aparentemente, se comporta de forma “normal”. 
 
“Os casos aumentam a cada dia e o estuprador geralmente é aquele cidadão que tem um convívio social normal com os outros e que tenta conquistar a confiança dos familiares até chegar na criança ou adolescente.”
 
Para a psicóloga, é fundamental que pais ou responsáveis prestem atenção no comportamento da possível vítima. “Ela apresenta falta de ânimo, dúvidas, medo, perde confiança nas pessoas e se sente coagida. Às vezes, por ser ameaçada ou não discernir bem as coisas, cai nesse tipo de situação”, disse a psicóloga. 
 
Fabiana Zagolin afirmou ainda que se deve evitar colocar dentro de caso um novo namorado ou parceiro antes de conhecê-lo mais profundamente. E, sempre, dar ouvidos aos relatos de jovens e crianças. “(Muitas vezes) Ele se sente acuado e ameaçado e é preciso mostrar que a culpa não é dele”, finalizou.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários