Prefeito de Caxias cobra médico que faltou ao plantão


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Daniel Guerra, de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, ligou cobrando o profissional
Daniel Guerra, de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, ligou cobrando o profissional

Ao ver que um médico havia faltado ao plantão, o prefeito Daniel Guerra, de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, ligou cobrando o profissional.

As imagens foram divulgadas na quinta-feira, dia 2, durante a paralisação dos médicos. De acordo com o site G1, a paralisação começou na quarta-feira, dia 1º, após a Prefeitura decidir em uma assembleia que os médicos cumprissem a carga horária estabelecida. Os profissionais decidiram retornar ao trabalho na segunda-feira, dia 6.

No vídeo, Daniel visita uma UBS e ao perceber que 13 pacientes aguardavam atendimento e que o médico havia faltado ao plantão, ligou para o profissional. "O senhor tinha horário hoje para atender 16 pacientes, então faça a gentileza de cumprir seu horário. Até porque, pelo que me consta, o salário está em dia e a parte da sua obrigação é prestar serviço", diz o prefeito.

O sindicato estima que no primeiro dia de paralisação a adesão foi de cerca de 80% dos profissionais, o que causou transtornos à população. O município acredita que mais de 2,5 mil consultas deixaram de ser feitas. A prefeitura não esclareceu se o médico foi à UBS após o pedido de Daniel.

Segundo a publicação, os médicos reivindicam aumento de R$ 2 mil no salário e carga horária de 12 horas semanais, ao invés das 20 horas exigidas pela prefeitura. A categoria pede ainda que as consultas passem de 9 a 18 por dia. Caso as reivindações sejam aceitas, os salários passam a ser de R$ 5,5 mil. "A repercussão financeira para a prefeitura seria em torno de R$ 180 mil por mês e para população, a repercussão seria em torno de 20 mil consultas a mais por mês", explica o presidente do Sindicato dos Médicos de Caxias do Sul, Marlonei dos Santos.

"Infelizmente esse impacto econômico não pode ser ofertado porque a prefeitura não tem condições financeiras para tanto. Então nós respondemos dizendo que aceitamos a redução da carga horária desde que um projeto de lei seja feito e, portanto, dê garantia legal", comenta o secretário Darcy Ribeiro Pinto Filho.

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