Alvo de discussão há anos, nos últimos dias, a questão voltou à tona, dessa vez, na Câmara Municipal
Não é de hoje que a real utilidade da Guarda Civil é alvo de dúvida e discussão em Franca. Desde sua criação, em 1925, ela já teve diversas atribuições, mas que mudam ao longo dos anos, como se não fosse possível adequá-la a uma realidade efetiva.
Nos últimos dias, a questão voltou à tona, dessa vez, na Câmara Municipal. Em diferentes momentos, vereadores apresentaram problemas e requerimentos e sugeriram que o efetivo da Guarda Civil poderia ser útil para ajudar a resolver as questões. Mas, tudo indica, isso não é tão simples assim.
Os vereadores Della Motta (PTN) e Kaká (PSDB), por exemplo, pediram ao prefeito Gilson de Souza que coloque a Guarda Civil para auxiliar na fiscalização do trânsito. A ideia vem a calhar, num momento em que o trânsito de Franca figura como um dos mais violentos do Estado de São Paulo. Mas a sugestão ainda não prosperou.
O vereador Corrêa Neves Jr, por sua vez, cobrou mais fiscalização nas feiras livres. Ele apontou que o espaço vem sendo invadido por ambulantes não autorizados. Além disso, denunciou a presença de crianças que ficam expostas a situação de risco nestas feiras. A presença da Guarda, por si só, já ajudaria a coibir essa situação. Mas a Prefeitura respondeu que a Guarda não pode fazer esse serviço.
Em 2009, o então prefeito Sidnei Rocha, estudava a possibilidade de extinguir a Guarda por, também, se deparar com a dificuldade de uso da mesma. À época, ele apresentou projeto na Câmara Municipal que previa a reestruturação da corporação, de maneira que seus agentes pudessem aplicar multas de trânsito. O projeto não teve apoio e foi arquivado. Sidnei Rocha considerou, então, a possibilidade de acabar com a corporação. “A Guarda resolve muito pouco. Pra vigiar prédio, eu coloco alarme e câmera, que é mais eficaz, pois o equipamento filma o ladrão”, disse ele.
Pouco depois, a Guarda obteve a autorização para aplicar multas, mas, em 2011, foi proibida novamente. Em 2013, o então prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) apresentou projeto prevendo o retorno do poder de multar. A proposta foi rejeitada.
Diante das idas e vindas e da impossibilidade de um uso efetivo da Guarda, fica, realmente, difícil entender qual sua verdadeira função. Agora surge, mais uma vez, a oportunidade de se colocar suas atribuições em discussão real e definir um uso adequado para a Guarda. Problemas na cidade não faltam. Um efetivo cerca de 60 homens voltado para ajudar a reduzir esses problemas seria bem-vindo. A comunidade agradece.
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