Na volta ao trabalho depois do feriado, parte dos vereadores defendeu nessa quinta-feira mudanças na forma e nos repasses municipais feitos às escolas de samba da cidade.
As discussões começaram quando o vereador e presidente da Câmara, Marco Garcia (PPS), usou a tribuna para falar sobre seu requerimento para que os recursos do Carnaval, que representam cerca de R$ 250 mil, no ano que vem sejam redirecionados para o Programa Bolsa Universidade. “Não sou contra o Carnaval. Apenas acho que Franca tem outras prioridades. Devemos priorizar o lazer ou a educação e a saúde?”
Ele sugeriu que os próprios participantes das escolas de sambas e blocos carnavalescos financiem o Carnaval com doações mensais. “Não ia pesar para nenhum deles. Se, no ano que vem, a Prefeitura mandar um projeto de repasse para a Câmara, eu voto contra”, disse. Marco Garcia se dispôs ainda a ajudar com a venda de rifas e com promoções para as escolas arrecadar recursos.
Em seguida, foi a vez do Pastor Palamoni (PSB) usar a palavra. “Eu concordo. A gente tem que rever isso. Tem que pensar o que é prioridade. No Carnaval, a verba é destinada a um grupo de pessoas. Na Educação e na Saúde, é para toda a comunidade.” Ele também lembrou que a Prefeitura tem gasto mais com o Carnaval do que com bolsas de estudo.
Até o líder do governo na Câmara, o vereador Ilton Ferreira (DEM), defendeu mudanças. “Eu acho que tem que ter uma contrapartida das escolas. Eles têm que colocar recursos próprios. É preciso haver contrapartida de todos os lados”, disse.
Claudinei da Rocha (PSB) defendeu que a Prefeitura invista mais nas parcerias com a iniciativa privada para a organização de blocos carnavalescos. “Em outras cidades, tem dado certo.”
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