Motorista é suspenso do Uber após passageiros relatarem agressão


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Um motorista foi suspenso do Uber após dois passageiros do Rio de Janeiro denunciarem que foram agredidos. O aplicativo não divulgou o nome do motorista, mas ele foi impedido de realizar corridas até o fim das investigações. O caso foi registrado pelas vítima na 18ª DP (Praça da Bandeira) como lesão corporal. A agressão teria ocorrido na noite de terça-feira, dia 28, por conta do preço da corrida.

O produtor e diretor audiovisual Rafael Lundgren, de 26 anos, alega que o aplicativo mostrava que a corrida, que começou na Lagoa, na Zona Sul do Rio, e terminou na Tijuca, na Zona Norte, custou R$ 7, porém o motorista obrigava os passageiros a pagarem R$ 45.

"Ele disse que jamais daria esse valor porque estava com preço dinâmico e que eu deveria pagar R$ 45. Eu disse que iria pagar o que estava mostrando no aplicativo, mas ele trancou as portas e disse que nos levaria de volta à Lagoa ou para qualquer lugar que ele quisesse e que teríamos que nos virar para voltar à Tijuca", afirma Rafael.
 
Assim que o carro parou, de acordo com o relato de Rafael ao site Extra, ele e a amiga destrancaram a porta para sair do carro. A amiga ainda teria dito ao motorista para não tratar os passageiros daquela forma.
 
"O motorista, então, saiu do carro reclamando que eu tinha batido a porta muito forte. Minha amiga pegou o celular para fotografar a placa e ele ficou bem agressivo, xingou-a, bateu no braço dela derrubando o telefone e depois a empurrou numa poça", conta Rafael. Ao tentar defender a amiga, ele foi agredido também.
 
"Ele me deu seis socos seguidos na cara e disse que eu não iria revidar porque era viado. Foi um caso de machismo porque ele foi primeiro para cima dela e depois de homofobia em relação a mim", comentou ele.

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