A história do Carnaval no Brasil começou pouco depois de a Corte portuguesa chegar aqui em 1808. Os portugueses introduziram o entrudo. Depois surgiram os cordões e ranchos nas ruas; as festas de salão; os corsos e as escolas de samba. Afoxés, frevos e maracatus do nordeste também passaram a fazer parte da tradição. O mesmo aconteceu às marchinhas, sambas e outros gêneros musicais criados por cariocas.
O entrudo era uma festa que tinha uma versão nas casas e outra nas ruas. O povo saía pelas ruas com seus rostos pintados, jogando farinha e bolinhas de água de cheiro uns nos outros. Apesar do nome, tais bolinhas nem sempre eram cheirosas. Por isso o entrudo foi considerado ofensivo por muitas pessoas. Por volta de 1850, passou a ser criminalizado.
O povo porém não se conformou e criou uma forma de se divertir sem contrariar a lei. Criou os cordões e ranchos. Os primeiros incluíam danças como a capoeira e os zé-pereiras, que eram tocadores de grandes bumbos. Os ranchos eram cortejos organizados principalmente pelas pessoas que vinham do campo.
Enquanto este tipo de Carnaval seguia nas ruas, as famílias de posses criavam outro dentro de casa, com fantasias, máscaras e muita música. Decorrido pouco tempo, ele acabou saindo das salas e ganhou os salões dos clubes. Nesta época surgem as marchinhas. A primeira se chamou O Abre-Alas e foi composta por Chiquinha Gonzaga (veja a letra na página 4). O samba apareceu por volta de 1910 com a música Pelo Telefone, dos compositores Donga e Mauro de Almeida.
A música carnavalesca foi se diferenciando pelas regiões do Brasil. Na Bahia, surgiram os afoxés para lembrar as tradições culturais africanas. Em Pernambuco, o frevo e o maracatu. As escolas de samba apareceram no Rio de Janeiro na década de 1920. As duas primeiras se chamavam Deixa Falar e Vai como pode. Elas foram uma evolução dos cordões e ranchos. Em 1950 aparece na cidade de Salvador o primeiro trio elétrico, criado pelos músicos Dodô e Osmar. Em 1984 é criado o sambódromo, só para apresentação de escolas de samba cariocas. São Paulo gosta da ideia e cria o sambódromo paulista.
Assim o Carnaval chega aos nossos dias como negócio bem lucrativo, pois atrai ao Brasil milhares de turistas a cada ano. Em algumas regiões ele continua levando para as ruas multidão de foliões que cantam, pulam e dançam durante os quatro dias comandados por Momo, o rei da Folia.
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