Músicas de Carnaval que seriam proibidas


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Apesar das conquistas de liberdade, algumas até exageradas, como a falta de respeito com professores, com os mais velhos, com policiais e autoridades, não existe a mesma tolerância e esportiva com as piadas e alguns temas de músicas carnavalescas como antigamente. Vejamos, por exemplo, algumas marchinhas de Carnaval que foram sucesso, mas agora talvez fossem criticadas  por certos grupos de defesa disso e mais aquilo. Hoje estaria proibida aquela que fala “o teu cabelo não nega, mulata” seria criticada por racismo. Se cantasse “me dá um dinheiro aí”, estaria entre os suspeitos da Lava-Jato. Máscara Negra não seria permitida para não incentivar novos black blocs. Vou beijar-te agora, não me leve a mal, também não podia, por ser assédio sexual. Você tem que me dar seu coração seria incluídacomo crime passional. Segura a chupeta, meu bem, diriam ser uma clara pedofilia. Aquela outra, que o Sílvio Santos gravou, e que diz A pipa do vovô não sobe mais, também não seria recomendada por caracterizar um bullying com os idosos. Aquela do Chacrinha, “Maria Sapatão, de dia é Maria, de noite é João”, nem pensar, que seria apologia gay Feliciana. E não poderíamos cantar, de jeito nenhum, aquela marchinha tão  gostosa e conhecida, cujo letra fala assim: “Olha a cabeleira do Zezé, será que ele é, será que ele é?” Seria uma clara demonstração de homofobia. Principalmente com a turma no salão completando ao final do verso, “será que ele é, será que ele é”? E todo mundo gritasse “bicha, bicha”, como a gente fazia e era tão animado. Agora tudo é fobia. Ficou chato. 
 
 

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