1 ano depois, irmã de mulher assassinada clama por justiça


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Foto de família mostra Etiene (à dir.) com a irmã, Lilian Breviglieri (à esq.), e a mãe, Josefa Angelina de Arruda
Foto de família mostra Etiene (à dir.) com a irmã, Lilian Breviglieri (à esq.), e a mãe, Josefa Angelina de Arruda
 
Já são 367 dias de dor, saudade e lágrimas. Cerca de 8,8 mil horas de angústia e espera por uma resposta a uma pergunta que, até hoje, permanece com seus familiares: quem matou a dona de casa Etiene Josefa Arruda Coelho, de 33 anos, em uma chácara do Parque Universitário?
 
Enquanto policiais do Setor de Proteção à Pessoa e Homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) seguem em busca dessa resposta, a família implora por justiça e para que o culpado, enfim, pague pelo que fez. “Não aguentamos mais tanto sofrimento e essa impunidade. Estamos cansados de dormir e acordar com isso, sem saber quem matou a Etiene”, disse uma das irmãs da vítima, Lilian Breviglieri. 
 
Em meio à emoção, Lilian usou uma palavra apenas para definir a rotina de sua família após a morte da irmã: torturante. “São meses de tortura, dessa forma e com tantas saudades, pensando que o criminoso está solto e vivendo tranquilamente”, afirmou a professora, que prosseguiu. “Nossa família está devastada. Nossa mãe, por exemplo, está à base de antidepressivos, e a tristeza toma conta cada vez que se recorda da minha irmã.”
 
Familiares de Etiene que moram em São Paulo, como sua irmã por parte de pai, Sandra Ferreira de Moura, também suplicaram por justiça na última quinta-feira, em que a morte da dona de casa completou um ano. “Precisamos saber quem foi o monstro que fez isso com ela. Pensávamos que isso seria solucionado rapidamente. Mas, pela situação, parece que só nos resta esperar por um milagre.”
 
Investigações
Desde a morte de Etiene, os policiais trabalham para prender seu assassino. Laudos e oitivas fazem parte das apurações. Porém, até o momento, não foi possível alcançar o responsável. Em meio às dúvidas, pesa a acusação sob o marido da dona de casa, o comerciante Carlos Eduardo Coelho, de 35 anos. Ele nega qualquer envolvimento com o crime. 
 
O assassinato
No dia 23 de fevereiro de 2016, a dona de casa foi encontrada morta no jardim da chácara onde morava com o marido. Os dois eram casados há sete anos e não tinham filhos. No momento em que encontrou a mulher, Carlos Eduardo ligou para o cunhado que, somente quando chegou no local, acionou o Samu. Assim que a morte da dona de casa foi confirmada, a golpes de picareta, a polícia foi avisada.
 

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