Artemidoro, um adivinho grego, que viveu no século II, escreveu Onirocrítica, um manual de interpretação dos sonhos.
O título vem do prefixo, “oniro”, que, na língua grega, significa sonho. Afirma ele que o significado de cada sonho depende de quem sonhou.
Como exemplo, diz que, se o indivíduo sonhar que está comendo um livro, só é bom se ele for professor, e que, para os outros, simboliza a morte. É o que está lá.
Graças a Sigmund Freud e, especialmente, a Carl Gustave Jung, ficamos sabendo sobre o consciente, o subconsciente e o superconsciente.
Disseram que nossos conhecimentos, vivências, aspirações e, sobretudo, desejos, quando não realizados, vão para o inconsciente (ou subconsciente), provocando sonhos, durante o sono.
Também aprendemos que todos sonhamos, mas, na vigília, nem sempre lembramos dos sonhos.
O adivinho grego dissera que, se cada indivíduo tem as suas experiências e emoções, cada individualidade tem um acervo diferente no seu inconsciente, daí ser diferente o significado dos sonhos de cada um.
Jung aventou a possibilidade do Inconsciente Coletivo e dos Arquétipos, para justificar os sonhos que fazem parte de todo acervo cultural da humanidade.
Já, o Espiritismo diz que os sonhos podem ter três origens: pensamentos acumulados durante a vigília; distúrbios orgânicos; e, finalmente, desdobramento espiritual, isto é, afrouxamento dos laços que prendem o espírito ao corpo físico, o cordão fluídico, ou de prata, a que se referiu o Apóstolo Paulo, quando o espírito adentra na dimensão que lhe é própria.
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
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