Assassina de PM é condenada, mas fica em liberdade


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Familiares da vítima usaram camisetas com a foto da soldado Marcela Maria de Oliveira
Familiares da vítima usaram camisetas com a foto da soldado Marcela Maria de Oliveira
Doze anos de reclusão em regime fechado. Essa foi a pena imposta à vigilante Elaine Cristina da Silva, de 39 anos, acusada de ter assassinado a tiros a sua ex-companheira, a policial militar Marcela Maria de Oliveira, 31. Inicialmente, ela poderá recorrer à sentença em liberdade.
 
Elaine foi julgada por homicídio qualificado pelo Tribunal do Júri durante toda a quinta-feira e condenada pela maioria dos votos.
 
Horas antes do veredicto final, familiares de Marcela foram ao Fórum protestar e pedir justiça. A mãe da soldado, Derci Maria de Oliveira, era uma das pessoas que aguardavam com ansiedade e usando uma camiseta com a foto da PM, pelo início da audiência. Ela desabafou e disse que, em meio às lágrimas e tristeza, rezava todos os dias para que a vigilante fosse condenada.
 
“Meu neto, que mora comigo desde a morte da Marcela, continua triste e travado pelo o que ela fez. Continuamos sofrendo muito com o que a Elaine fez para minha menina, sempre alegre e sorridente”, disse.
 
A pena de 12 anos foi recebida com tristeza pela família. Uma sobrinha de Marcela, Rubia Ariana Oliveira, mostrou-se inconformada. “Esperávamos mais anos e ela ainda vai recorrer em liberdade. As leis são muito brandas, mas a Elaine vai carregar para o resto da vida uma estrela na testa com a palavra ‘assassina’, por matar minha tia”.
 
O crime
Em dezembro de 2014, a policial militar deu um fim ao relacionamento de seis anos que mantinha com a vigilante, e passou a namorar uma mulher de São Paulo. No dia 25 de janeiro do ano seguinte, ela e Elaine se encontraram em uma rua do Jardim Paineiras e tiveram uma discussão. 
 
Em dado momento, a vigilante sacou a arma e deu dois tiros no peito da ex. Em seguida, tentou se matar com um tiro também no peito. Ela ficou internada na Santa Casa por uma semana e detida. Mas, de dois anos para cá, a assassina de Marcela passou apenas cinco meses detida.
 
De acordo com Derci, após o assassinato da soldado, ela descobriu que a vigilante constantemente agredia a vítima. “Eu soube que a Elaine judiava muito da Marcela. Certa vez, a minha filha colocou uma roupa branca para treinar capoeira e a Elaine, com ciúmes, se revoltou e a espancou. A tia dela precisou interferir de tanto que ela bateu na Marcela. Ela, por sua vez, não me contava, pois sabia que eu não aprovava o relacionamento”, disse a aposentada, que completou: “Não perdoo o que ela fez com minha filha”.

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