Secretaria de Finanças perde dois grandes gestores


| Tempo de leitura: 2 min
Feriado de Carnaval é tempo apropriado para prefeito avaliar seu governo com calma e corrigir o que não está dando certo 
 
A saída de Sebastião Ananias e de Vânia Verzola, ambos da Secretaria de Finanças, acentua a preocupação inicial de desencontros que tem marcado o começo do governo Gilson de Souza. Sem dúvida nenhuma, Franca perde dois grandes gestores e com amplo conhecimento de causa. 
 
A questão que se coloca, a partir de então, é se Gilson encontrará facilmente uma pessoa capacitada para assumir as finanças e, ainda, que aceite receber o salário que a Prefeitura oferece, uma vez que o salário de secretário de Finanças é pouco, se considerada a grande responsabilidade do cargo. No caso de Ananias, nunca é demais lembrar, para Ananias, o dinheiro não era necessariamente o mais importante. Ele é um empresário de sucesso e tem estabilidade financeira. 
 
Entre os nomes cogitados nos bastidores, aparece o de Neide Lopes, que trabalhou no governo de Alexandre Ferreira. Fontes ligadas à prefeitura defendem que Neide fez uma gestão correta e que, por suas mãos, o governo de Alexandre entregou para a nova gestão cerca de R$ 38 milhões de saldo positivo da prefeitura. 
 
O que ajuda a dificultar uma solução mais rápida, é o perfil de Gilson de Souza. A evidente demora na tomada de decisões se agrava em virtude da necessidade que ele tem de ter proximidade pessoal com seus escolhidos. O ideal seria que Gilson assimilasse que, para esse cargo, é preciso ser bom, ter sincronia, claro, mas não necessariamente ser amigo. 
 
O nome de Ananias à frente das Finanças trouxe tranquilidade. Afinal, ele é experiente, sabia o que tinha que ser feito e lida bem com a burocracia. É definido como um profissional de gabinete, que formaliza e toca. Além disso, Ananias assumiu, também, a Secretaria de Recursos Humanos. É mais um nome no qual Gilson terá que pensar. Claro que são duas secretarias importantes e que requerem uma solução o quanto antes. Mas, entre fazer uma escolha apressada, que resulte num outro desencontro e esperar alguns dias para fazer a escolha certa, a segunda opção é a melhor. O caminho, para preencher o vácuo, é designar um interino para os cargos. 
 
Enquanto isso, Gilson ganha um pequeno prazo para avaliar a situação. Todos aqueles que torcem pelo governo esperam que o prefeito aproveite esses dias de feriado prolongo e pare para olhar para seu governo. Que consiga, de maneira desapaixonada, enxergar onde há pontos falhos, perceber o que não está dando certo e reorganizar a casa.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários