O Carnaval já começou em alguns lugares, com os blocos pré-carnavalescos, mas há alguns perigos na folia.
Especialistas alertam que a junção de altas temperaturas, muito beijo na boca, uso de bebidas alcoólicas e grande aglomeração de pessoas criam um ambiente propício à proliferação de algumas doenças. As enfermidades mais comuns nesse período são viroses respiratórias, conjuntivite e hepatites.
Casos como o de mononucleose, conhecida como "doença do beijo", também aumentam nesta época. O otorrinolaringologista José Stênio Ponte diz que a incidência da doença durante o carnaval aumenta entre 20% e 30%, em relação aos demais meses do ano. O vírus da doença é da família do herpes e se transmite pela saliva. Beijos e a troca de copos, bebidas e talheres são as principais formas de contaminação.
“Muitas vezes (a mononucleose) é assintomática, ou seja, a pessoa infectada não sente nada ou apenas sintomas leves. No entanto, pode causar febre, dor de garganta e aumento dos gânglios da região do pescoço”, explica Ponte ao site Metrópoles. A doença tem um período de incubação de 30 a 45 dias.
Também é importante estar alerta para não ser afetado por doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Uma pesquisa divulgada este mês pelo Ministério da Saúde revelou que 9 em cada 10 jovens de 15 a 19 anos sabem que a camisinha é o melhor método de evitar HIV, porém 6 em cada 10 adolescentes não usaram preservativo em alguma relação sexual no último ano.
Horacio Cardoso Salles, gerente da Medicina Assistencial do Serviço Social da Construção (Seconci-SP), destaca que nas semanas seguintes ao Carnaval a procura por exames de detecção de DSTs aumenta. “O preservativo deve estar sempre no bolso. Nem as comemorações, muito menos o abuso do álcool podem deixar o folião se esquecer da camisinha”, destaca o médico.
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