Reformas, reformas e mais reformas... Governos e especialistas em educação, os quais nada entendem de sala de aula, vivem vomitando o discurso de que a educação brasileira deveria se espelhar no sistema educacional da Finlândia. As análises desses extraterrestres, possivelmente de Marte, se pautam apenas nos resultados finlandeses, esquecendo que no país escandinavo a profissão de professor é uma das mais disputadas no mercado de trabalho, de tão valorizada que se encontra. As salas de aula não são lotadas e o professor possui tempo suficiente para estudar e preparar suas aulas, ou seja, não precisa se matar com dois ou três empregos ou ainda se entupir de aulas, para que no fim do mês consiga um salário minimamente razoável. Material e recursos para o suporte da aprendizagem não faltam, como é comum nas escolas paulistas, em que nem toner para impressão existe. Parece utopia, mas ainda devemos alimentar a esperança de que algum dia esteja no poder alguém com sensatez e inteligência, para perceber que sem políticas que valorize o professor e lhe assegure boas condições de trabalho, nossa educação continuará terceiro-mundista, trilhões de anos luz distante da Finlândia. Não se trata de tarefa das mais fáceis, pois está provado que quanto pior a qualidade da educação, mais corruptos são os governos. E, portanto, a maioria dos nossos políticos que compõem o balcão de negócios no Congresso, agradece o sucateamento da educação. Leia em http://gcn .net.br/noticias/345042/opiniao/2017/02/educacao-x-violencia
Darsio Batista
Franca - SP
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