Em 50 dias, 2017 já registra 4 homicídios


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Além dos assassinatos, o ano, que nem venceu seu segundo mês ainda, soma vários crimes contra a vida
Segunda-feira, 07h50, cruzamento das avenidas Hélio Palermo e Orlando Dompieri. Difícil de acreditar que num dia como esse, logo das primeiras horas da manhã, já sob um sol forte, num local movimentado da cidade, um homem tenha sido assassinado. Marcos Vinícius Colombini, de 24 anos, foi baleado no rosto, nas proximidades de um posto de combustíveis. Testemunhas que passavam pelas proximidades no mesmo momento, disseram que ele correu para a loja de conveniência do posto, mas não chegou a entrar. Caiu antes. Na porta. Marcos foi socorrido, mas não resistiu e morreu a caminho do hospital.
 
Marcos é a quarta vítima de homicídio em Franca, apenas nesse 2017, ano que nem venceu, ainda, seu segundo mês. O primeiro caso de homicídio na cidade deste ano foi registrado no dia 26 de janeiro. E foi um duplo homicídio de irmãos. Lessandro, 33, e Leandro Gonçalves de Castro, 35, foram executados no meio da rua, no Aeroporto.
 
O segundo caso, que fez a terceira vítima, ocorreu no dia 18 de fevereiro. O ferreiro desempregado Carlos Alexandre de Oliveira Custódio, de 27 anos, ex-presidiário que morava nas ruas do Jardim Aeroporto, foi executado com cinco disparos nas proximidades de um bar do Aeroporto III.
 
Não é a toa que a sensação de insegurança tome conta dos francanos. Não há mais “hora nem lugar” para crimes bárbaros como esses. A motivação também, quase sempre, é banal. No caso de Marcos, o homicídio mais recente, segundo a polícia, foi um crime passional. O pivô do crime seria a namorada de Marcos, que teria envolvido com outro homem; o assassino (leia mais na página A-7). Todos os casos seguem sob investigação.
 
Fora esses homicídios consumados, Franca registrou vários casos de tentativa de homicídio só nestes primeiros 50 dias do ano. Um cabeleireiro de 26 anos foi baleado no quintal da própria casa. Dias antes, no dia 8 de janeiro, um jovem de 18 anos foi atingido por um disparo no lado esquerdo do peito. No mesmo dia, um pedreiro, 37, foi esfaqueado e agredido com golpes de enxada pelo próprio filho, um adolescente de apenas 17 anos. No dia 11 de janeiro, outro baleado. Um desempregado, 55, levou dois tiros nas pernas. Horas depois,um lavrador, 37, foi atingido quatro vezes por disparos de arma de fogo por desconhecidos... a lista não para de crescer. O medo do francano é justificável. É preciso conter essa escalada de violência, antes que fuja do controle.
 

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