Franca segue líder do país em ranking de saneamento


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 Obras da nova estação de tratamento de Franca; Sabesp investiu R$ 165 milhões para trazer água virá do rio Sapucaí-Mirim
Obras da nova estação de tratamento de Franca; Sabesp investiu R$ 165 milhões para trazer água virá do rio Sapucaí-Mirim
Enquanto 34 milhões de brasileiros vivem em condições precárias sem água tratada, Franca continua a ocupar o posto de melhor serviço de saneamento básico do país. O resultado faz parte de um ranking divulgado ontem, elaborado pelo instituto Trata Brasil, que mostra a situação dos 100 maiores municípios brasileiros e corresponde aos dados obtidos em 2014 pelo Snis (Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento), divulgados anualmente pelo Ministério das Cidades. Este é o quarto ano consecutivo que Franca alcança a liderança no ranking. Com 100% de atendimento urbano de água e esgoto, o saneamento básico no município, que tem como operador a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), foi destaque de uma reportagem especial preparada pela jornalista Sônia Bridi no Fantástico, na rede Globo. 
 
Visitando os melhores e os piores municípios em saneamento básico, a jornalista mostrou o córrego dos Bagres que, mesmo estando no meio da cidade, não recebe esgoto, e a nova estação de tratamento que é construída na cidade e foi planejada há 15 anos. De acordo com a Sabesp, foram investidos R$ 165 milhões com a construção do Sapucaí-Mirim, novo sistema produtor de água. Pensado para acompanhar o crescimento populacional e projetado para garantir o abastecimento da população francana por várias décadas, o sistema deve entrar em operação em 2017. 
 
Com cerca de 340 mil habitantes, Franca foi uma das primeiras cidades desse porte no Brasil a atingir excelência de atendimento em saneamento básico, tornando-se referência em tecnologia e qualidade nos serviços prestados. Reflexo dessa realidade é que a cidade é uma das que menos gastam com internações provocadas por diarreia, dengue e leptospirose. Enquanto a última colocada do ranking gastou R$ 19,4 milhões, entre os anos de 2007 e 2015, Franca gastou apenas R$ 418 mil, segundo dados do DATASUS/SNIS 2015.
 
Porém, todo essa qualidade tem um custo: os francanos pagam, em média, o dobro da tarifa que é paga na pior colocada do ranking. 
 
Piores
Segundo o Trata Brasil, o ranking tem sido fundamental para revelar a lentidão com que avançam os serviços de água, coleta e tratamento de esgotos no Brasil e constatou que a tão sonhada universalização dos serviços não acontecerá sem um maior engajamento e comprometimento dos governos federal, estaduais e municipais. 
 
Dos dez piores municípios do Ranking, três são do Rio de Janeiro. Há ainda dois do Pará, e um de cada um dos seguintes estados: Amazonas, Amapá, Ceará, Pernambuco e Rondônia. Com aproximadamente 499 mil habitantes de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a cidade de Ananindeua (PA) é a pior do ranking, com apenas 26% de água tratada e não possui nenhuma coleta de esgoto.
 
 
 
 
 

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