Uma tragédia a quase 400 quilômetros de distância abalou uma família francana na madrugada desse sábado. O universitário Eduardo Vinícius Bolela Moraes, de apenas 22 anos, morreu em um apartamento na cidade de Santos. Ele teria sido vítima de um choque elétrico ao tentar arrumar um aparelho do imóvel onde residia com um amigo, localizado no bairro Boqueirão, na zona Leste da cidade.
De acordo com informações da Polícia Civil, o também francano Luiz Felipe Bernardes de Sá, de 21 anos, que morava com Eduardo em Santos, foi para a faculdade na noite de sexta-feira e, ao retornar, por volta de meia-noite, deparou-se com a porta do quarto de Eduardo fechada. Ao tentar abri-la, encontrou o amigo caído. Ele ainda chamou pelo universitário, que não respondeu.
Luiz ainda contou aos policiais que os dois estavam fazendo uma pequena reforma no apartamento, que implicava em trocar os móveis de lugar e refazer a fiação. Ele disse que percebeu que havia uma marca preta no peito de Eduardo e, ao lado de seu corpo, fios que vinham da instalação na parede. Ainda não há informações precisas sobre qual aparelho eletrônico Eduardo estaria trocando quando o acidente aconteceu.
O Samu foi acionado para socorrer o universitário, mas já era tarde demais. Peritos do IC (Instituto de Criminalística) e a Polícia Civil também estiveram no local dos fatos e registraram o caso como morte suspeita, para investigação.
O corpo de Eduardo foi removido ao IML (Instituto Médico Legal) da cidade e, posteriormente, liberado para seus familiares. Com trabalhos da funerária Tedesco, o velório acontece na Sala 2 do São Vicente. O sepultamento está previsto para as 10 horas deste domingo, no Cemitério Jardim das Oliveiras.
Comoção
A morte de Eduardo foi recebida com tristeza por seus amigos e conhecidos de sua família, que reside em Franca. Ele cursava o 5º ano de Engenharia do Petróleo na Unisantos e, segundo seu amigo André Moreira, era uma pessoa alegre e com sonhos. “O ‘Dudu’, como conhecíamos, sempre foi uma pessoa boa e engraçada. Alguém para contar quando precisasse. Estava sempre sorrindo, e ainda não acredito no que aconteceu”, disse.
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