Animais médiuns?


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Relatou-nos uma leitora, dia destes, que o seu cãozinho de estimação costuma postar-se diante de uma poltrona, que fica num canto da sala de estar, e pôr-se a latir de maneira familiar, como se ali estivesse vendo algo de sua intimidade. Disse, ainda, que, naquela poltrona costumava descansar, habitualmente, o seu falecido sogro, daí, perguntar-nos se o animal está vendo o espírito e se ele é médium. Lembramos que são comuns relatos sobre semelhantes fenômenos.
 
Sem dúvida, o espírito que animou o corpo do seu sogro, ou por apego, ou por não estar ainda consciente de seu novo estado dimensional, repete seus velhos hábitos, sendo um deles o de sentar-se naquela poltrona, onde torna-se visível, ao menos àquele que o pode ver, no caso o animal, cuja percepção é muito mais aguçada do que a dos humanos. 
 
Se, na residência, houvesse um médium vidente, este também, provavelmente, o veria. O cão não é médium, porquanto, médium é aquele que se presta a intermediar os espíritos, “interexistente”, no dizer do prof. J. Herculano Pires. 
 
O animal possui sensibilidade para perceber o mundo espiritual, no entanto, não pode transmitir qualquer informação sobre o que vê. São inúmeros os relatos de casos de animais de montaria estacarem em certo trecho da estrada, recusando a avançar, sem que o cavaleiro veja qualquer obstáculo. À medida que avançamos no conhecimento dos animais, descobrimos o quanto eles são sensíveis às emoções, pensamentos e sentimentos, não só das pessoas, encarnadas. 
 
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca

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