É preciso lembrar do sorriso de Gabriela


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É responsabilidade de cada um de nós evitar que outra história linda como a de Gabriela tenha um fim tão trágico
 
Gabriela, uma moça linda e querida. Gabriela, apenas 19 anos de idade. Gabriela tinha uma mãe que a amava. Gabriela tinha um noivo que a amava. Gabriela tinha família e amigos que a amavam. Gabriela fazia planos. Gabriela tinha sonhos. Tudo isso acabou. Acabou de forma abrupta e estúpida. Gabriela morreu. Vítima de acidente de trânsito. A família de Gabriela ficou destroçada. A morte de Gabriela torna ainda mais triste uma lista que não para de crescer em Franca. 
 
Mas, para além da família e amigos, Gabriela Cezarino não pode ser lembrada apenas como um número na estatística, como apenas mais uma vítima. É preciso que Gabriela seja lembrada como uma jovem com uma vida inteira pela frente e que teve todos os seus projetos, sonhos, planos, carreira, casamento...enfim, tudo interrompido em um acidente de trânsito, numa fração de segundo. Pensar em Gabriela assim, dói mais, sim. E é preciso que seja assim. 
 
É preciso que cada motorista, ao pegar o volante; cada motociclista ao subir em sua moto; cada ciclista, ao dar a primeira pedalada; cada pedestres, ao colocar os pés na rua, lembre-se do sorriso de Gabriela. Lembre-se de que ele nunca mais vai existir. Lembre-se da moça que se dirigia ao trabalho, que levava a mãe na garupa, que, provavelmente na pressa ou na distração, passou direto pelo ‘pare’ e encontrou a morte.
 
É preciso que cada um lembre-se que a morte de Gabriela deixou dezenas de pessoas feridas. Tristes. Angustiadas. Com um buraco enorme aberto no peito. E que isso nunca vai sarar por completo. 
 
É preciso que cada um de nós - motoristas, motociclistas, ciclistas, pedestres - saibamos que é nossa responsabilidade evitar que outra história, tão linda quanto a de Gabriela, termine de maneira tão trágica. É preciso entender, de uma vez por todas, que aquela acelerada, aquele ‘pare’ não respeitado, aquela seta não dada, aquela invasão de pista, aquela ultrapassagem perigosa, aquela fechada no motorista do outro veículo, aquele desrespeito às leis de trânsito, aquela ligação no celular atendida enquanto se dirige, aquela pequena distração, aquela negligência que ninguém viu, aquela pressa que não acaba, pode, um dia, acabar com tudo.

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