Memória ignorada


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QUEM NÃO GUARDA E REVERêNCIA A PRÓPRIA HISTÓRIA NÃO SE PREOCUPA COM O FUTURO
Somente se conhecer – e conservar – a sua própria história um povo é capaz de entender o seu presente e programar o seu futuro. A memória de um país – ou de uma comunidade – não pode ser negligenciada ou abandonada. Tudo o que acontece hoje é reflexo dos eventos do passado. Preservar a história é primordial para que se entenda todos os eventos que cercam a vida de uma sociedade. A situação é grave, ao se perceber a falta de interesse das nossas autoridades em manter o patrimônio cultural brasileiro. Sempre quando eclode uma crise econômica, cortam-se verbas para a Cultura em primeiro lugar. Museus e arquivos históricos sofrem com a penúria. Ainda hoje, vários destes guardiões da história brasileira sofrem com isso, como o Museu da República e o Museu Nacional, este um dos principais repositórios de nosso passado. O Museu Histórico de Franca também continua negligenciado pela administração municipal e sofre com a falta de manutenção: as infiltrações e goteiras podem causar um estrago inimaginável não apenas no acervo ali reunido, mas também no próprio prédio, também ele histórico.
 
Aqui em Franca, aguarda-se uma ação do prefeito Gilson de Souza (DEM) para colocar um fim à imobilidade de seu antecessor Alexandre Ferreira (PSDB) que deixou o Museu Histórico em grande risco. A falta de atenção com o espaço, que vem de administrações anteriores, tornou ainda mais grave a situação. O que se pode esperar de um prefeito que dizia que museu só servia para amontoar coisas velhas? É a opinião de quem não se preocupa com o valor histórico daquele espaço, onde já funcionou delegacia de polícia, Prefeitura e Câmara de Vereadores e há décadas abriga um acervo precioso, sendo que a maioria das peças foi doada pelos moradores de Franca. 
 
O verdadeiro desmonte do MIS (Museu da Imagem e do Som) francano é outro ponto que mostra a que ponto chega das nossas autoridades com a preservação de nossa memória. O acervo do MIS também é precioso, com registros em fotos, áudio e vídeo da vida da cidade ao longo dos anos e de personalidades locais, alguns deles inestimáveis. Caso Gilson de Souza não se disponha a corrigir o que foi feito no mandato de Alexandre Ferreira, Franca estará condenada a manter a sua história somente através dos relatos dos que a viveram, pois os registros estão inapelavelmente fadados ao desaparecimento. É uma situação triste com a qual nenhum francano pode aceitar ou compactuar. Nossa história precisa ser preservada para que as gerações futuras conheçam todo o passado que envolve o município.

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