Insegurança


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Apesar da troca de governo e mudança da política econômica, o desemprego no Brasil ainda cresce e essa situação péssima para os cidadãos não parece que vá melhorar em curto prazo. Apropriado à situação, cientistas da Universidade de Michigan divulgaram, na edição de novembro da revista Society and Mental Health, os resultados de um estudo sobre o impacto que gera a ameaça à longo prazo da perda do emprego. 
 
A observação mais importante é que os empregados que acreditam por décadas que perderão seus trabalhos acabam tendo níveis mais elevados de medo e aflição, ou seja, a insegurança no trabalho está relacionada com um maior sofrimento psicológico na vida adulta. Ao contrário de estudos anteriores que observaram trabalhadores por alguns anos, os cientistas acompanharam as mesmas pessoas durante 25 anos. 
 
Os resultados mostram que o estresse relativo à insegurança no emprego foi maior entre as minorias étnicas e aqueles sem o ensino médio. Também os trabalhadores mais velhos sofreram mais. Independentemente da idade, raça e escolaridade, entre outros fatores, a saúde dos participantes piorou significativamente mais para aqueles que estavam muito preocupados com a perda de emprego. E fica a dica dos cientistas para empregadores e gerentes, podem atuar para ajudar seus funcionários a permanecerem saudáveis, mesmo que as ameaças ao trabalho apareçam. É importante manter os empregados informados sobre o que está acontecendo. Informar sobre demissões iminentes ou mudanças de escritório, por exemplo, em vez de permitir a circulação de rumores, permite que os trabalhadores pensem sobre o fato e façam algum planejamento antecipado. 
 
Mario Eugenio Saturno
Tecnologista Sênior do (Inpe) Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais
 

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