Atualizado às 8h35
A despedida de Gabriela Cezarino, de 19 anos, tem comovido. Nas primeiras horas da manhã desta terça-feira, 14, era grande o número de pessoas no velório São Vicente. Antes das 8 horas, um grupo de funcionários do Magazine Luiza, onde a jovem trabalhava, passou pelo local. A dor e a tristeza têm marcado as últimas horas.
A despedida de Gabriela Cezarino, de 19 anos, tem comovido. Nas primeiras horas da manhã desta terça-feira, 14, era grande o número de pessoas no velório São Vicente. Antes das 8 horas, um grupo de funcionários do Magazine Luiza, onde a jovem trabalhava, passou pelo local. A dor e a tristeza têm marcado as últimas horas.
Pelas redes sociais, centenas de fotos, mensagens e despedido dominaram o Facebook da jovem. A rede mudou o perfil dela para “Em memória”, como forma de despedida.
Gabriela é velada no São Vicente, na sala cinco.

Facabook mudou o perfil de Gabriela para "Em Memória";
O ACIDENTE
Uma vida de dança, sorrisos, estudos e sonhos foi interrompida precocemente na manhã dessa segunda-feira em Franca. A universitária Gabriela Cristine Silva Cezarino, de 19 anos, morreu após bater sua motocicleta em um ônibus da empresa São José, no bairro da Estação. Sua mãe, a vendedora Andrea Silva, 36, também estava no veículo e conseguiu sobreviver ao acidente.
Segundo a Polícia Militar e testemunhas, mãe e filha seguiam pela rua Simpliciano Pombo quando, por motivos a serem esclarecidos, a jovem não teria respeitado o sinal de “pare”. Com isso, a moto foi “atropelada” pelo coletivo, que estaria em alta velocidade.
Um auxiliar de suporte técnico que estava dentro do ônibus, em pé, narrou com perplexidade a cena do acidente. “Estava no ônibus que seguia para o Jardim Zelinda, a caminho do trabalho, e o motorista saiu atrasado da Estação. Por isso, estava com pressa. Quando chegou no cruzamento, atingiu a moto em cheio. Acho que a moça não viu ele vindo pela rotatória e já caiu sem esbanjar nenhuma reação. Já parecia sem vida”, disse.
Com o forte impacto, a jovem estudante de direito caiu no chão e morreu antes mesmo de ser socorrida. O guarda municipal Castro, que estava no local, afirmou que o seu capacete foi esmagado por uma roda do coletivo da São José. Andrea, por sua vez, entrou em estado de choque. Ela sofreu ferimentos nas pernas e foi levada até o Hospital São Joaquim, onde recebeu atendimento e teve alta ainda de manhã. Os passageiros do ônibus não se feriram.
O corpo de Gabriela foi removido ao IML (Instituto Médico Legal) e, ainda ontem, liberado para seus familiares. Ela está sendo velada no São Vicente e seu sepultamento está previsto para as 12h30 de hoje, no Cemitério Municipal de São Sebastião do Paraíso (MG).
Assista no GCN News a cobertura completa:
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Comoção
Cursando direito na Unifran, Gabriela dividia seu tempo entre os estudos, o estágio na Prefeitura e o trabalho no SAC (Sistema de Atendimento ao Consumidor) do Magazine Luiza. Segundo suas amigas, era uma jovem de sorriso fácil, que gostava de dançar e apaixonada pela vida. “Era doce, temente a Deus e apaixonada pelo noivo. Ela gostava de dançar na igreja e era alguém muito feliz”, disse a cabeleireira Lolla Esteves, amiga de Gabriela.
Semelhante opinião tem a atendente Sabrina Barolo. Amiga da universitária desde dezembro, quando começaram a trabalhar juntas no Magazine Luiza, ela se emocionou ao falar da morte da jovem. “Ainda estou chocada com a notícia. Em pouco tempo, ela se tornou especial. Era uma jovem linda, simpática, muito atenciosa e esperta no trabalho. Lembro que, frequentemente, ficava um pouco apreensiva quando ia embora do trabalho de moto. Só posso pedir que Deus conforte o coração de todos em um momento difícil como esse.”

Capacete que era usado por Gabriela no momento do acidente

Capacete que era usado por Gabriela no momento do acidente
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