Caçadores de emprego fazem fila em escritório de Gilson


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Francanos fazem fila em frente ao escritório de Gilson na esperança de conseguir um trabalho
Francanos fazem fila em frente ao escritório de Gilson na esperança de conseguir um trabalho
A operadora de máquinas Larissa Leonel dos Santos, 32, está desempregada há três meses. Aconselhada por um amigo, ela foi até o escritório mantido por Gilson de Souza (DEM), na alameda Arminda Nogueira, no bairro Santa Rita, e entregou um currículo. “Estou desesperada atrás de um emprego. Me disseram que aqui é mais fácil conseguir. Preciso trabalhar e espero que dê tudo certo”, disse ela.
 
Larissa é uma das centenas de pessoas que passaram pelo local este ano em busca de algum tipo de atendimento. Gilson mantém o escritório há 14 anos, desde a época em que assumiu pela primeira vez como deputado. Mesmo após ele ter saído da Assembleia Legislativa, as portas permaneceram abertas.
 
Sempre houve procura, mas a demanda cresceu após Gilson assumir como prefeito, esse ano. Pelo menos 50 pessoas passam pelo local todos os dias. Para organizar o atendimento, são distribuídas senhas por ordem de chegada. “Por causa da crise, a maior parte de pedidos que recebemos é em busca de alguma vaga de emprego. Também aparecem muitos casos de problemas de saúde, vagas em creche e desconto em faculdade. É normal uma mesma pessoa fazer dois ou três pedidos diferente”, disse Donizete Souza, irmão de Gilson.
 
Lígia Aparecida Andrade trabalha no escritório desde o início das atividades. Ela estima que mais de 50% das pessoas que passam pelo escritório estão em busca de um emprego. “Nós pegamos os currículos e encaminhamos para as empresas. No caso da Larissa, que trabalha como operadora de máquinas, vamos mandar direito para as usinas”. Ela afirma que o serviço prestado pelo escritório não tem relação com a Prefeitura. “Até porque, só agora o Gilson assumiu e estamos aqui vai fazer 14 anos. Mesmo quando ele deixou de ser deputado, continuou fazendo o atendimento. Por isto, é tão querido pela população”, disse ela.
 
O atendimento no escritório acontece de segunda à sexta-feira das 14 às 18 horas. Por conta da elevada procura, o escritório limitou a distribuição de senhas a 20 pessoas por dia. “Fizemos a limitação para poder continuar atendendo bem a todos. O Gilson sempre pediu para darmos atenção às pessoas que nos procuram. Acompanhamos os pedidos do começo até o fim”, disse Donizete Souza.

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