1/5 DAS VÍTIMAS DE ACIDENTES COM MOTOS BEBERAM OU USARAM DROGAS. DIZ PESQUISA
Dados de uma pesquisa realizada pelo Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas de São Paulo apontam que 1 em cada 5 vítimas de acidente de moto na capital paulista havia consumido algum tipo de droga ou álcool antes do acidente: 7,1% consumiram álcool e 14,2% usaram alguma droga ilícita — a cocaína e a maconha são as mais comuns. Os dados mostram ainda que entre os 7,1% que consumiram álcool antes de dirigir, apenas 1% estava com a dosagem considerada segura de álcool no sangue. Todos os outros condutores estavam com doses acima de 0,6 g/l -- o que é considerado um fator de risco altíssimo para acidentes.
Ainda de acordo com a pesquisa, 44% dos acidentados sofreram lesões graves e politraumatismos, e 23% deles não tinham habilitação para dirigir moto. Apesar de 90% estarem usando capacetes, só 17,8% estava com o trio capacete, jaqueta e bota como segurança. Embora o levantamento tenha se restringido à zona Oeste da Capital, onde está instalado o HC, os números não devem divergir muito se aplicados em outras cidades e regiões do País. Os acidentes de moto se multiplicam e muitas vezes a falta de proteção e o uso de bebidas ou drogas ilícitas aparecem como potencializadores.
Uma série de acidentes com vítimas nos últimos anos, alguns chocantes, expõem com clareza o perigo a que estão expostos os condutores de motocicletas, motonetas ou ciclomotores. Em alguns casos, um simples toque em outro veículo causou mortes. O uso do capacete, obrigatório por lei, muitas vezes não é capaz de proteger o condutor. Ou seja: a falta de segurança do veículo de duas rodas é patente e qualquer impacto acaba sendo refletido, com consequências quase sempre trágicas, no corpo do próprio condutor. Nem a utilização de toda proteção sugerida é suficiente para evitar.
Neste caso, deve-se colocar a prudência como principal meio de proteção para motoqueiros. Embora todos que enfrentam o trânsito, seja aqui ou em qualquer ponto do País, estejam sujeitos a um acidente, pilotar com cuidado e responsabilidade já seria suficiente para que o número de desastres e mortes seja extremamente reduzido. O perigo cresce — e muito — em caso de uso de álcool ou entorpecentes e com a não observância da legislação de trânsito. Por ser um veículo relativamente barato, a motocicleta disseminou-se principalmente entre os mais jovens, que veem no veículo o meio de transporte ideal. Não podemos mais acompanhar impassíveis a perda de vidas de quase garotos — ou garotas — por causa da imprudência. Enquanto o trânsito não for inteiramente seguro, é dever de todos nós torná-lo menos perigoso.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.