A morte da aposentada Teresinha Teixeira de Morais, de 84 anos, após ser atingida por uma caminhonete ao tentar atravessar a avenida José Rodrigues da Costa Sobrinho, na última segunda-feira, 6, reacendeu uma antiga preocupação nos moradores da região. Palco constante de acidentes e desrespeito por parte dos motoristas, a avenida, especialmente no trecho com a rua Dolores Maciel de Almeida, é motivo de queixas e cobranças dos moradores, que cobram mais segurança por parte da Prefeitura.
“Há alguns anos, instalaram uma lombada neste trecho depois que fizemos um abaixo-assinado, só que pouco depois foi retirada. Estamos apreensivos, pois os motoristas não respeitam a sinalização, correm demais e acabam colocando vidas em risco. Precisamos de uma solução por parte dos responsáveis, seja com radares, redutores de velocidade, semáforos ou reforço na sinalização”, disse o motorista aposentado Oreste Francisco Bueno, 82, que mora há 26 anos próximo à avenida e afirma já ter perdido as contas de quantos batidas, atropelamentos e freadas bruscas acompanhou no decorrer dos anos.
O mesmo temor é relatado pelo sapateiro Rubem Ailton. “O mais complicado por aqui é que os veículos correm demais. Motos, então, não respeitam de forma alguma. Eles descem a avenida correndo e é extremamente perigoso que peguem alguém. Colisões e atropelamentos são frequentes por aqui”, disse.
A dona de casa Nilda Urbana de Andrade, 79, também é uma das moradoras a cobrarem uma sinalização mais efetiva no trecho. “Muitos moradores do bairro têm a idade avançada e, sem faixas de pedestres ou mesmo um semáforo, fica difícil atravessar. Carros e motos passam por aqui com o velocímetro a mais de 120 km/h. Depois da morte desta semana, ficamos com mais medo ainda. O problema é real e deveriam se atentar a ele”, desabafou.
Há quatro anos, o trabalhador rural aposentado Vitor Vandolfi, 84, foi vítima de um atropelamento. “Enquanto tentava atravessar a rua, um carro surgiu muito rápido e só acordei no hospital. Tive ferimentos nas mãos, braços e na cabeça. Por sorte, não foi nada mais grave. Mas, por isso, redobrei a atenção.
O atual coordenador de Trânsito, Benedito Antônio Alves, afirmou que, após o acidente, o Departamento de Trânsito realizou análise no local e comprovou a necessidade de melhoria na sinalização, incluindo placa de contramão, de proibida a conversão à esquerda, de Pare e de limite máximo de velocidade fixado em 40 km/h, além da inclusão de faixa de pedestres no trecho. Segundo o coordenador, o serviço será realizado nos próximos dias.
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