Responsável por atender aproximadamente 615 atletas carentes de Franca, a Associação de Judô Kiai Kan pode encerrar as atividades neste ano. De acordo com o presidente da associação, Sebastião Solimar, se o convênio com a Prefeitura, realizado nos últimos anos através da Feac (Fundação de Esporte, Arte e Cultura), não for renovado, será impossível manter o atendimento.
“A maioria dos nossos alunos é de famílias carentes e não terá como pagar mensalidades. Assim, teremos que encerrar as atividades pois, sem o dinheiro, não teria como pagar os professores e manter as aulas. Normalmente, o chamamento é realizado no começo de janeiro e as aulas já deveriam ter retornado. Mas, apesar dos nossos esforços e encontros com os responsáveis, ainda não sabemos quando o processo será realizado e, o mais importante, se será renovado”, explicou Solimar.
Até o ano passado, as atividades da Associação de Judô eram realizadas em seis núcleos espalhados pela cidade: Aeroporto I e II, Estação, Leporace, Paraty e Santa Maria. São atendidas desde crianças de 4 anos até integrantes da “melhor idade”, com 50 anos. A parceria com a Prefeitura existe há seis anos e diversos atletas, que começaram no projeto, hoje estão em equipes profissionais, incluindo na Seleção Brasileira de Judô.
Pai de um dos alunos que frequentam as aulas, através da parceria entre Prefeitura e a associação, o servidor público Gilvan de Souza, 35, está preocupado que o serviço seja encerrado. “Estamos preocupados com a possibilidade do convênio não continuar e as atividades serem encerradas. São centenas de crianças, a grande maioria carentes, que serão prejudicadas”, disse.
Explicações
De acordo com o presidente da Feac, Marlon Danilo Centeno, o convênio não foi realizado ainda, pois a Lei Municipal nº 7998/2014 está sendo adequada à Lei Federal 13019/2014, que se refere ao repasse ao terceiro setor, que entrou em vigor em janeiro de 2017.
“Não existe prazo para que o chamamento seja realizado, porém, a Fundação está trabalhando para publicar o mais rápido possível. Existe a possibilidade de que o convênio não seja renovado com a associação, porque trata-se de um chamamento público e qualquer entidade, sendo da mesma modalidade, pode participar do processo dentro das leis vigentes. Os atendimentos serão mantidos para a sociedade, independente da entidade selecionada”, afirmou, em nota, Centeno.
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