Obesidade epidêmica


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PAÍS VIVE UMA EPIDEMIA DE OBESIDADE; SITUAÇÃO PODE SE DESCONTROLAR
Nos últimos anos, o aumento da população obesa em todo o mundo vem sendo tratado como um verdadeiro problema de saúde pública. A situação se agrava principalmente em países desenvolvidos ou em desenvolvimento, como o Brasil, onde crescem o sedentarismo e os hábitos de alimentação insalubres. Várias medidas estão sendo tentadas no sentido de buscar frear a obesidade já a partir dos primeiros anos escolares, mas até agora, aparentemente, nada surtiu o efeito esperado.
 
Dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que em todas as regiões do País, em todas as faixas etárias e em todas as faixas de renda aumentou significativamente o percentual de pessoas com excesso de peso ou obesas. O sobrepeso atinge mais de 30% das crianças entre 5 e 9 anos de idade, cerca de 20% da população entre 10 e 19 anos e nada menos que 48% das mulheres e 50,1% dos homens acima de 20 anos. Em dez anos elas serão 30% da população, padrão idêntico ao encontrado nos Estados Unidos, podendo até a ultrapassá-lo.
 
Estes números, segundo especialistas, preocupam e acendem um sinal vermelho. Ainda de acordo com médicos e nutricionistas, a principal causa da obesidade continua sendo o desequilíbrio entre o tipo e o volume de alimentos consumidos e o gasto de calorias. Ou seja, o brasileiro come muito e mal e não busca atividades físicas capazes de provocar o gasto das calorias ingeridas. Com isso, o organismo passa a armazenar o excesso em forma de gordura, levando ao sobrepeso. Diversas campanhas são feitas com o objetivo de estimular as pessoas a optarem por hábitos alimentares mais saudáveis e à prática de exercícios físicos. O combate à obesidade precisa ser enfatizada ainda na infância. A importância de uma alimentação saudável vem sendo enfatizada no decorrer dos anos, mas numa sociedade de consumo é difícil direcionar, principalmente por causa da diversidade de fontes de propaganda e informações existente hoje, a preferência das crianças por saladas e carnes magras, sem frituras. Resistir a um hambúrguer com fritas e refrigerantes, quem há de?
 
A popularização da internet e a facilidade de acesso à televisão também são fatores de estímulo. Hoje, crianças e adolescentes passam horas sentados, inertes, em frente à tela do computador, da TV ou do videogame. A falta de exercícios físicos também é considerada responsável pelos números alarmantes. Por isso, é importante que comece dentro de casa o estímulo aos hábitos saudáveis, uma vez que a obesidade reflete na saúde dos portadores de sobrepeso: crianças já estão sofrendo com hipertensão, aumento do colesterol e problemas circulatórios, entre outros. Por isso, é hora de buscar mudar este estado de coisas para que não nos suceda uma geração de obesos e doentes.

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