Não é apenas a Emdef (Empresa Municipal para o Desenvolvimento de Franca) que sofre com as condições de equipamentos e veículos para a realização de seus serviços. Um levantamento feito pela equipe de transição de governo mostra que a situação da Secretaria de Serviços e Meio Ambiente também é preocupante. Dos 80 veículos e maquinários de grande porte catalogados pela secretaria, mais da metade (60%) está sucateada e praticamente sem condições de uso.
O sucateamento atinge diretamente a execução de serviços essenciais para a cidade, como os reparos dos estragos causados pelos temporais que atingiram Franca nas últimas semanas. “A frota de veículos e máquinas da Secretaria está em péssimas condições para o desenvolvimento do trabalho. Isso acaba atrasando todo o nosso cronograma”, disse a secretária de Serviços, Rosaura Zuccolo.
Ela conta que, desde que assumiu a pasta em janeiro, vem enfrentando problemas. “Pegamos a secretaria sucateada. Nos últimos anos, vários equipamentos não receberam a manutenção adequada e agora não estão funcionando. Nossas equipes também são deficitárias. Muitos servidores se aposentaram e não foram repostos. Esse problema é agravado pelo fato de muitos também terem idade um pouco mais avançada, com limitações de produção”, disse ela, em entrevista ao programa Hora da Verdade, da rádio Difusora.
Rosaura conta que nas últimas duas décadas a infraestrutura da cidade cresceu muito, mas a Secretaria de Serviços, que faz a manutenção do município, não acompanhou o mesmo ritmo.
Sem veículos funcionando em número suficiente para atender à demanda, a Secretaria, desde as administrações passadas, vem terceirizando serviços e alugando maquinário e até contratando trabalhadores. Com a terceirização, são gastos por mês R$ 307 mil.
“Por enquanto, não temos outra alternativa. Estamos terceirizando e priorizando o atendimento dos serviços emergenciais causados pelos estragos causados pelas chuvas”, disse ela.
Para diminuir os custos com esse tipo de serviço, a secretária tem tentado obter recursos para compra de peças para a manutenção ou novas aquisições. “Ainda não temos um relatório final com o detalhamento da situação e previsão de custos, até porque tivemos muita dificuldade para obter informações sobre a administração passada. Mas já me reuni com o secretário de Finanças para expor a situação e pedir ajuda”, disse Rosaura.
A esperança é conseguir recuperar o maior número possível de veículos para diminuir os gastos com terceirização sem afetar os serviços de manutenção na cidade.
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