Mulher rouba recém-nascido e mãe da criança impede fuga


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Uma mulher roubou o bebê recém-nascido de outra, mas foi impedida de fugir com a criança. Francisca Ribeiro, de 32 anos, mora no Maranhão e há cerca de 20 dias pediu abrigo à irmã Maria de Jesus, que mora em Samambaia, no Distrito Federal. “Ligou para mim dizendo que estava se separando do marido e precisava esfriar a cabeça. É claro que eu não virei as costas”, contou Maria ao site G1.

Logo, Francisca fez amizade com uma vizinha da irmã, Alessandra Ferreira, de 34 anos. Sem ter com quem deixar a filha Julie, de apenas um mês de vida, para fazer o registro da criança, Alessandra decidiu confiar a menina à nova amiga.

Na manhã de terça-feira, dia 7, a operadora de caixa Alessandra deixou a menina com Francisca, por volta das 9h. Quando retornou, aproximadamente às 11h, não encontrou ninguém na casa da vizinha. Maria dormia e foi acordada por Alessandra. Ela explicou não ter ouvido a irmã sair.

Familiares foram convocados e começaram as buscas por Francisca. Parte do grupo seguiu para o terminal rodoviário mais próximo, em Taguatinga, mas a mulher não estava lá. Maria se lembrou que ao chegar em Samambaia, Francisca havia desembarcado em um ponto de ônibus clandestinos e foi neste mesmo local que a raptora da criança foi localizada.

“Eu quis matá-la. Minha nora foi quem me acalmou. Agora espero que ela pague pelo que fez. Eu aprendi a lição de não deixar minha filha com mais ninguém assim, que não seja de confiança. Espero que ela aprenda a lição dela também”, declarou Alessandra.

Testemunhas afirmaram que Francisca não reagiu quando foi encontrada e na delegacia admitiu ter raptado a criança. Ela foi autuada por subtração de incapaz, podendo pegar de dois a seis anos de prisão. O crime é inafiançável e Francisca permanece presa em Taguatinga. No celular da suspeita havia mensagens trocadas com o ex-marido, nas quais ela afirmava estar grávida e ter dado à luz uma criança, já em Samambaia.

“Ela me contou que ainda gostava dele, que ele queria muito ter um filho, mas ela não conseguia engravidar. Talvez achasse que, assim, eles pudessem reatar”, revelou Maria. O celular foi apreendido e será analisado pela polícia, para comprovar que Francisca teria planejado o crime.

Maria precisou ligar para os familiares no Maranhão e contar o que a irmã havia feito. “Eles não querem nem saber mais dela. No telefone, me disseram que, se depender deles, ela fica presa por aqui mesmo”, explicou Maria. Francisca é mãe de um menino de 9 anos, fruto de um relacionamento anterior, que é criado pela avó. 

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