Aluno do quarto ano do curso de Direito e integrante do Núcleo de Cidadania Ativa, Adolfo Mariano de Oliveira foi à tribuna da Câmara defender a permanência do Centro Pop no atual endereço na avenida Hélio Palermo.
Ele disse que o modelo é um projeto do governo federal e que a assistência é um direito de quem precisa. Adolfo questionou dados e afirmações feitas pelos vereadores Corrêa Neves Júnior (PSD) e Della Motta (PTN), na sessão passada, quando disseram que a casa não cumpre seu papel, aumentou a violência na região e defenderam sua extinção. “O Judiciário é quem deve agir quando necessário. Não é prerrogativa do Legislativo. O caminho não é a extinção. É preciso aperfeiçoar. Mudar de lugar não faz sentido, pois as falhas não serão solucionadas”, opiniou.
O estudante defendeu o direito dos usuários do Centro Pop permanecerem nas ruas. “Não podemos acusá-los pelo aumento da violência. O crime organizado se veste de terno”.
O vereador Della Motta esclareceu que os dados sobre o aumento da violência na proximidade da casa que havia apresentado são oficiais da Secretaria de Segurança Pública. “Não venha me falar de crime organizado. A criminalidade começa nas ruas, sim senhor. Não meça a vida dos outros pela sua régua.”
Corrêa Júnior rebateu as insinuações de “insensibilidade” feitas pelo estudante e voltou a defender a extinção da casa. “O Centro Pop é um fracasso absoluto, não cumpre o seu papel e não ajuda ninguém a se recuperar. Quem é doente e precisa de ajuda, que seja atendido. Agora, quem está na rua por opção não deve ser sustentado pela população que trabalha”, disse.
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