Discussões referentes ao Centro Pop foram o tema principal da primeira parte da sessão de ontem da Câmara. O assunto veio à tona quando um estudante da Unesp foi à tribuna defender a manutenção da casa e criticar os vereadores que pedem a extinção do serviço. Ele foi contestado em seguida pelos parlamentares (leia texto nesta página). Uma senhora que acompanhava os debates no espaço reservado ao público pediu para falar e dar sua opinião. Fia Montrezol sente na pele os reflexos dos serviços prestados pelo Centro Pop e deu um depoimento surpreendente.
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Desempregada, a mulher é mãe de gêmeos idênticos que estão com 31 anos. Desde criança, os irmãos apresentaram problemas de saúde e nunca receberam atendimento adequado do Estado. “Aos 17 anos, eles começaram a tomar gosto pela rua, mas sempre voltavam para casa e arrumavam serviço. Agora, só eu sei o que estou passando”, disse ela.
Fia afirmou que a situação fugiu totalmente do controle após a instalação da casa aberta pelo governo passado para atender moradores de rua. “Eles têm comida de graça e lugar para tomar banho sem precisar trabalhar para pagar. Por isso, não querem saber de voltar para casa. Cansei de ir atrás deles nas ruas. O Centro Pop foi a perdição de Franca. Não resolve nada, só atrapalha.”
Para a mulher, o modelo de atendimento e o endereço da casa contribuem para que os usuários se recusem a receber ajuda para mudar de vida. “É só eles darem dois passos para fora que fica fácil pedir dinheiro na rua. Os usuários vivem como zumbis pelas ruas durante as madrugadas, tirando o direito de cidadão da população.”
Ela defendeu o fim do Centro Pop e a implantação de um modelo diferenciado na zona rural do município. “Eles precisam trabalhar, plantar, colher e vender. Recebendo tudo de graça, nunca vão querer mudar de vida.” Dona Fia finalizou o depoimento fazendo um apelo aos vereadores e ao prefeito Gilson de Souza (DEM). “Pelo amor de Deus, acabem com aquilo lá.”
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