Centro Pop provoca discussão entre vereadores e unespiano


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O vereadores Corrêa Neves Jr e Della Mota com o estudante da Unesp Adolfo Mariano de Oliveira.
O vereadores Corrêa Neves Jr e Della Mota com o estudante da Unesp Adolfo Mariano de Oliveira.

Uma discussão entre um estudante da Unesp e vereadores agitou a sessão da Câmara na manhã desta terça feira.

Aluno do quarto ano do curso de Direito e integrante do Núcleo de Cidadania Ativa, Adolfo Mariano de Oliveira, foi à tribuna defender a permanência do Centro Pop no atual endereço na avenida Hélio Palermo. 

Ele disse que o modelo é um projeto do governo federal e que a assistência é um direito de quem precisa. Adolfo questionou dados e afirmações feitas pelos vereadores Correa Neves Junior (PSD) e Della Motta (PTN), na sessão passada, quando disseram que a casa não cumpre seu papel, aumentou a violência na região e defenderam sua extinção.  

"O Judiciário é quem deve agir quando necessário. Não é prerrogativa do Legislativo. O caminho não é a extinção. É preciso aperfeiçoar. Mudar de lugar não faz sentido, pois as falhas não serão solucionadas".

O estudante defendeu o direito dos usuários do Centro Pop permanecerem nas ruas. "Não podemos acusalos pelo aumento da violência. O crime organizado se veste de terno".
Tenente aposentado da Polícia Militar, onde trabalhou por 27 anos, Della Motta, esclareceu que os dados por ele apresentados são oficiais da Secretaria de Segurança Pública. "Apenas apresentei um requerimento para saber se o dinheiro público aplicado no Centro Pop está sendo bem usado e se os usuários estão sendo recuperados. Não venha me falar de crime organizado. A criminalidade começa nas ruas sim senhor. Não meça a vida dos outros pela sua régua".

Correa Neves Júnior negou que tenha feito citações à Unesp e, sim, a estudo da Prefeitura que apontou o aumento dos moradores de rua, de 150 para 850, após implantação da casa. "O Centro Pop é um fracasso absoluto, não cumpre o seu papel e não ajuda ninguém a se recuperar. Quem é doente e precisa de ajuda, estou de acordo que seja atendido. Agora, quem está na rua por opção não deve ser sustentado pela população que trabalha".

O presidente da Câmara, Marco Garcia (PPS) também criticou as afirmações feitas pelo estudante da Unesp. "Não queremos cercear o direito de ninguém, mas os moradores de rua também não podem cercear o nosso direito de andar com o vidro do carro aberto".
 

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