Defesa Civil interdita casas com risco de desabamento


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O pespontador André Caetano na porta de sua casa ao lado do comunicado de interdição
O pespontador André Caetano na porta de sua casa ao lado do comunicado de interdição
O mês de janeiro, o mais chuvoso dos últimos dez anos em Franca de acordo com o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), deixou um rastro de estragos na cidade e algumas famílias ainda estão tentando se recuperar. É o caso dos moradores de três casas do Jardim Palestina que acabaram interditadas pelo risco de desabamento depois de serem invadidas diversas vezes pela água da chuva. Sem galerias suficientes para escoar toda a água do bairro, basta chover para algumas casas da rua Marcos Teixeira da Silva ficarem alagadas. O problema, que se repete há alguns anos, acabou abalando a estrutura das casas que foram interditadas pela Defesa Civil no fim de janeiro.
 
Com a casa cheia de rachaduras e o risco de cair, o pespontador André Júnior Mendes Caetano, que mora com a mulher e o filho no local há três anos, afirma não ter como sair da residência que abriga também uma banca de pesponto, que serve para o sustento da família. “No dia 27 a Defesa Civil, após a minha casa ser invadida pelo menos cinco vezes pela água, esteve aqui e interditou a residência. Tive que assinar um termo atestando que sabia dos riscos, mas em nenhum momento me ofereceram um lugar para ficar e não tenho condições de pagar aluguel ao mesmo tempo que pago financiamento”, desabafou. 
 
Agora ele convive com o medo de que a casa desabe a qualquer momento. “Dormimos rezando para que não chova e, se chove, temos que levantar correndo e tirar tudo que esteja no chão para evitar mais prejuízos”, completou.
 
O gerente comercial André Luís Nicola é o proprietário de outra casa interditada. “A minha casa tem rachaduras em várias partes, o chão da sala cedeu e corre o risco de a qualquer momento desabar, mas não tenho condições de sair. A casa é nova e as condições dela é uma catástrofe. Já perdi portas, guarda-roupas, móveis diversos e agora corro o risco de perder a residência pela qual trabalhei tanto. É realmente uma situação muito desesperadora e não vejo ninguém trabalhando para nos ajudar, já que a culpa não é nossa”, disse. 
 
Justificativas
Segundo a Secretaria de Planejamento Urbano, soluções para eliminar os problemas provenientes das chuvas intensas estão sendo estudadas pelos órgãos competentes. “A Defesa Civil faz somente a interdição dos casos necessários. Sendo antigos os problemas provenientes das chuvas intensas que causam transtornos e danos aos moradores, cabe à Prefeitura, através de seus órgãos competentes, estudar soluções para eliminá-los, sendo que já consta na pauta de trabalho.” 
 
Sobre o destino dos moradores das casas, que alegam não ter para onde ir nem como arcar com aluguéis enquanto pagam o financiamento de suas residências, a Prefeitura não se pronunciou.

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