A que ponto chegamos?


| Tempo de leitura: 2 min
TERRORISMO UTILIZA FANATISMO RELIGIOSO PARA DISSEMINAR VIOLêNCIA DESMEDIDA
Os acontecimentos dos últimos anos mostram o que a intolerância (desta vez, religiosa) pode causar. A cada dia, a imprensa reporta a morte de dezenas de pessoas por causa de um fanatismo odioso, que prega a violência contra os que não professam a mesma ideologia religiosa. A luta sangrenta entre integrantes do Estado Islâmico e cidadãos curdos, na Síria e no Iraque não dá alento para um fim. E as agressões mútuas no Oriente Médio idem.
 
As lições da história da humanidade ainda não foram assimiladas. Basta ver as perseguições aos primeiros cristãos, que deixaram mortos e mártires, ou as cruzadas, na Idade Média, que opuseram cristãos e muçulmanos. Mas a maior delas, que deveria ser sempre lembrada, servindo de alerta, ocorreu na década de 40 do século passado, quando os nacionalistas alemães empreenderam um verdadeiro genocídio contra os judeus. A Segunda Guerra Mundial terminou com a morte de milhões nos campos de concentração da Alemanha de Hitler. Poucos milhares conseguiram se salvar para contar a história. Não há ideologia capaz de explicar a morte de pessoas só por pertencerem a uma raça, no caso judeus que foram detidos em diversos pontos da Europa conforme a dominação nazista se expandia.
 
Não há nada que possa justificar a morte de qualquer ser humano. Nem ideologias políticas, religiosas ou de gênero. Ninguém, ainda hoje, se esquece das mortes nos ataques às torres gêmeas do World Trade Center, em setembro de 2001. Ou do atentado a bomba durante a Maratona de Boston. Nem fica alheio à carnificina que toma conta da Síria, envolvendo cidadãos curdos, fundamentalistas islâmicos e o governo ditatorial de Bashar al-Assad. Os exemplos são vários. E no meio de tudo, cidadãos que nada têm a ver com qualquer ameaça a qualquer das partes empreendem um êxodo a países vizinhos, ao mesmo tempo em que estrangeiros são capturados e degolados diante das câmeras de TV.
 
O sonho de uma paz duradoura ainda está distante – aliás, como sempre esteve em toda a história da humanidade. Qualquer fanatismo ou fundamentalismo é perigoso para quem deles não comunga. Nem as mensagens de paz deixadas por Cristo e pelos mártires e profetas do cristianismo; por Maomé, por Buda ou por qualquer outra denominação de divindade são capazes de clamar pela consciência daqueles que tumultuam qualquer tentativa de paz com a guerra. A violência, em todas as suas vertentes, inclusive a urbana, que ceifa vidas — e a nossa História já mostrou isso — é o caminho oposto do que todos nós almejamos. As agressões, partam de onde partirem, só servem para exacerbar os ânimos e atravancar a Humanidade em sua busca pela paz que, embora ainda seja possível, está ficando cada vez mais difícil.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários