Ex de jovem morta na Paulo VI pede indenização


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Imagem de arquivo mostra Fiat Siena, dirigido por Cairo Cruz, destruído. Três jovens morreram
Imagem de arquivo mostra Fiat Siena, dirigido por Cairo Cruz, destruído. Três jovens morreram
Um ano e quatro meses após o acidente que ceifou a vida das jovens Mariana Luiza de Sousa, de 19 anos, Bruna Cintra Justino, 20, e Carolina Rodrigues Borges, 20, na avenida Paulo VI, o ex-namorado de uma das vítimas fatais e pai de sua filha, de 3 anos, ingressou na Justiça contra o motorista, o ajudante-geral Cairo César Cruz e pede R$ 667 mil de indenização.
 
Segundo o advogado Hélio do Prado Bertoni, o pedido do serviços-gerais Igor Domingos Moraes se trata de uma indenização de danos morais e materiais para amenizar a perda que a criança sofreu. “Buscamos que o Cairo e o responsável pelo carro, que é seu pai, paguem a indenização para tentar diminuir o impacto na vida dela, que foi privada do convívio e do suporte financeiro e psicológico da mãe”, disse.
 
Ainda de acordo com o advogado, enquanto tenta reconstruir a vida ao lado da filha, de quem tem a guarda, Igor espera por justiça. “Foi uma experiência traumatizante e que deixou rastros de destruição, pois a menina chamava muito pela mãe. O ideal seria que a criança, de apenas 3 anos, tivesse a Carolina ao seu lado. Mas isso não será mais possível em razão do acidente e, de alguma forma, precisamos que essa perda seja amenizada.” 
 
A tragédia
Na madrugada do dia 31 de outubro de 2015, dia do aniversário de Carolina, Cairo perdeu o controle do Fiat Linea que dirigia, invadiu o canteiro central da Paulo VI e bateu em uma placa de publicidade e em uma árvore. Com o impacto, as três garotas morreram. O estudante César Eduardo Gonçalves, 17, que também estava no carro, sofreu ferimentos leves. Um laudo atestou que o ajudante-geral estava a pelo menos 100 km/h e, durante as investigações, testemunhas afirmaram que Cairo havia ingerido bebida alcoólica momentos antes da tragédia. 
 
Por essas razões, apontadas pelo delegado Dalmo Mateus Polo, responsável pelas investigações, Cairo foi indiciado por homicídio doloso, ou seja, quando se assume o risco de matar. No ano passado, o promotor Odilon Nery Comodaro, da 3ª Vara Criminal, seguiu a mesma linha de raciocínio e denunciou o jovem à Justiça. “O resultado (o acidente) era perfeitamente previsível, mas o denunciado não deu importância alguma às vidas das vítimas”, afirmou o promotor, em documento.
 
Meses depois, o destino de Cairo já começa a ser definido. No próximo dia 22, às 13h30, na Vara do Júri e Execuções Criminais de Franca, acontece uma audiência de instrução. Nela, testemunhas serão ouvidas e as provas expostas. 

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