Como explicar?


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Quase sempre, somos surpreendidos por fatos que só têm explicação na descomplicada crença na imortalidade da alma e na reencarnação, portanto, completamente livres da equivocada ideia de mistério. Vimos, agora, os casos da garotinha russa Alisa Sadikova, de 9 anos de idade e do adolescente Daniel, do interior de São Paulo. 
 
A menina, exímia solista, apresentando-se com renomada orquestra sinfônica. Harpista de emocionar públicos, seus pequenos braços mal lhe permitem alcançar as cordas extremas do instrumento. Já Daniel, de família de recursos limitados, adaptou instrumentos e criou telescópio com o qual conseguiu fotografar fenômenos astronômicos que só os grandes aparelhos logram conseguir. 
 
Se não pela reencarnação, não se explicaria precocidade como a da menina Gianella Di Marco, italianinha de 8 anos, que regeu a orquestra sinfônica do Rio de Janeiro. E o mais curioso é que, nos bastidores, nos intervalos da apresentação, brincava com suas bonecas. 
 
Não são meras suposições. Na condição de expressão do intelecto, não fosse pelos arquivos do passado e nada aconteceria, principalmente se se levar em conta a imperfeita organização biológica da criança. 
 
Herança genética? Não, porque raros são aos casos em que os pais são dotados da mesma genialidade ou habilidades de seus filhos. O Espiritismo admite a expressão genética, como se vê, por exemplo, em numerosas famílias de músicos, mas convém que lembremos de Platão, o grande discípulo de Sócrates: “Aprender é recordar.”
 
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca

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