A cada 6 horas, uma mulher é vítima de agressão


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Mulher mostra o ferimento na cabeça causado pelas pedradas desferidas por pastor, em janeiro
Mulher mostra o ferimento na cabeça causado pelas pedradas desferidas por pastor, em janeiro
O ano mal começou e pelo menos 131 mulheres já foram vítimas de algum tipo de violência em Franca. Isso significa que, diariamente, quatro apanham, são ameaçadas ou agredidas moralmente. Ou seja: a cada seis horas, sua mulher, mãe, irmã, amiga, parente ou simplesmente conhecida pode tornar-se mais uma vítima da violência doméstica na cidade.
 
Os índices correspondem ao número de boletins de ocorrência registrados no Plantão Policial e na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de lesão corporal, injúria, ameaça e vias de fato durante todo o mês de janeiro. Os motivos são diversos: brigas por causa de bebida, agressões constantes, relações extraconjugais, fim de relacionamento, problemas financeiros, comportamento dos filhos e uso de drogas. E os acusados não são somente os namorados e maridos dessas vítimas. Os filhos e até meros conhecidos estão entre alguns dos outros responsáveis por agressões - físicas e psicológicas - a essas mulheres.
 
Um exemplo disso foi o caso de uma monitora de escola, de 34 anos. No dia 10 de janeiro, ela foi covardemente espancada pelo pastor de uma igreja evangélica, com sede em Restinga e outras instituições em Franca, que é pai da mulher com quem seu marido manteve uma relação extraconjugal. Segundo a vítima, a agressão com tijoladas na cabeça aconteceu no Jardim Portinari e o pastor bateu também em sua mãe, de 53 anos.
 
Situação de pavor semelhante vivenciou uma operadora de caixa de 52 anos. Nesta semana, por motivos desconhecidos, enquanto jantava com o namorado, um policial militar aposentado, 62, em uma pizzaria do Parque Moema, ela levou socos no rosto e teve de se trancar no banheiro para não apanhar mais.
 
À polícia, acionada após o homem ir embora, a vítima narrou que o PM reformado pegou uma arma para ameaçá-la de morte. 
 
Diferente das outras agressões citadas, que estão sob apuração na DDM, o caso de uma jovem de 20 anos já teve um desfecho. No início do mês, no Jardim Boa Esperança, ela apanhou, foi puxada pelos cabelos até a rua de casa e viu suas roupas serem jogadas para fora do imóvel pelo marido, 23, usuário de drogas. Ele foi preso pouco depois e segue no CDP (Centro de Detenção Provisória).

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