Um dia de pagode e comida boa no Centro Pop de Franca


| Tempo de leitura: 2 min
O bispo Dom Paulo Beloto e o secretário Edgar Ajax conversam com funcionários do Centro Pop
O bispo Dom Paulo Beloto e o secretário Edgar Ajax conversam com funcionários do Centro Pop
Acordei cedo na manhã de sexta-feira. Chovia forte em Franca. Tomei café, deixei minha filha no trabalho e cheguei à sede do GCN para mais um dia de serviço. O editor me informa que eu teria que cobrir a visita que o prefeito Gilson de Souza (DEM) faria ao Centro Pop com o bispo Dom Paulo Roberto Beloto. A agenda estava marcada para as 10 horas.
 
Pouco antes do horário, o fotógrafo Divaldo Moreira e eu chegamos à casa localizada na avenida Hélio Palermo. Continuava chovendo. Na porta de entrada, era possível ouvir o som de pagode que era tocado por um grupo de frequentadores do local. Pergunto ao guarda se sempre tem música. “Hoje, o pessoal iria jogar futebol, mas como choveu, eles foram tocar.”
 
Entramos e nos juntamos ao fotógrafo da Prefeitura que aguardava a comitiva do prefeito. Alguns usuários da casa faziam trabalhos artesanais, outros dormiam e vários perambulavam de um lado para o outro. Havia cerca de 50 pessoas lá dentro. Ao me avistar no pátio, um morador de rua gritou e me deu as boas-vindas. “Ô, Edson Arantes, filho de puta.” Ignorei. Diferente dele, eu estava trabalhando. Outro passou do lado e disse o meu nome sem olhar para minha cara.
 
Uma hora depois, a chuva continuava caindo e a roda de pagode chegou ao fim. Nada de Gilson de Souza nem do bispo. O almoço começa a ser servido. No cardápio, feijão, arroz, frango e salada, que foi entregue em embalagens separadas para os hóspedes. Para acompanhar, suco de laranja. Não comemos na casa.
 
Entro em contato com a Redação e peço autorização para retornar. Gilson não havia aparecido. Enquanto aguardo o motorista, chegam o secretário de Ação Social, Edgar Ajax Filho, e o bispo. Eles fazem uma visita rápida à casa e conversam com funcionários e frequentadores.
 
Edgar confirma que o Centro Pop deixará o atual endereço no fim de junho, quando vencerá o contrato de aluguel do imóvel. Apesar da enxurrada de críticas da população, Gilson pretende manter a casa, mas em outro local ainda a ser definido.
 
Voltei para a sede do jornal, almocei correndo e passei a tarde apurando informações, acompanhando reunião na Câmara de Vereadores e produzindo notícias. 
 
Parte do usuários do Centro Pop preferiu tirar um cochilo. Outros aproveitaram os momentos de estiagem para pedir dinheiro nos semáforos.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários