SITUAÇÃO DO ESTADO DO RIO É REFLEXO DA CORRUPÇÃO QUE NOS CONSOME
As contas públicas não estão deterioradas apenas no Estado do Rio de Janeiro. Em algumas outras unidades da Federação o caos continua predominando por causa dos desvios praticados por aqueles que se elegeram prometendo avanços e boas práticas administrativas. No final das contas, o prejuízo é da população que se vê sonegada em uma série de serviços, recebendo um atendimento aquém do que merece. Além de contarmos com uma rede de saúde pública sucateada, vemos servidores dependendo de cestas básicas para a sua subsistência em pelo menos três Estados, onde os salários de dezembro ainda não foram pagos.
Somente nestes primeiros dias do ano o brasileiro viu um policial militar transmitindo ao vivo o seu suicídio motivado pelas dívidas crescentes, testemunhou servidores chorando por falta de pagamento e presídios que se tornaram depósitos de bandidos, superlotados e dominados pelo crime organizado. Ao mesmo tempo, pacientes morrem à espera de uma consulta, outros sofrem com a falta de equipamentos hospitalares ou até insumos básicos, como analgésico, esparadrapo ou algodão.
Enquanto o dinheiro de nossos impostos que abastecem os cofres públicos é visto por uma certa parcela de políticos e gestores como oportunidade para locupletarem, milhões sofrem, agonizam e choram por seus entes queridos por causa do caos que atinge de forma inapelável a saúde e a segurança pública brasileiras. Os responsáveis precisam ser sentenciados pelo sofrimento que causam. Desde a quadrilha dos “sanguessugas”, há mais de uma década, há quem ainda hoje buscam fórmulas capazes de enriquecer gestores e funcionários da área em detrimento da saúde de milhões de brasileiros que trabalham, pagam os seus impostos e esperam recebê-los de volta em serviços públicos com um mínimo de qualidade.
Neste momento, é preciso se pensar no quanto o brasileiro vem sendo negligenciado por aqueles que deveriam defendê-lo. Até aqui em Franca, as verbas da saúde pública foram desviadas sistematicamente, primeiro para movimentar uma verdadeira “indústria de horas extras” e depois para o pagamento de uma quadrilha de falsos médicos que se instalou em Franca. De permeio, houve pagamentos vultosos para horas extras num período humanamente impossível de ter sido cumprido. Nós não merecemos isso. Precisamos de administradores e legisladores responsáveis que realmente estejam imbuídos do verdadeiro espírito público, preocupados em trabalhar no sentido de beneficiar aqueles que pagam os seus salários (e até benefícios exagerados). O povo é patrão de todos os que foram eleitos para a administração pública e deveria ser encarado de forma mais humana.
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