Alvo de polêmica, Gilson vai manter Centro Pop


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O Centro Pop, que atende moradores de rua, é alvo constante de reclamações de vizinhos
O Centro Pop, que atende moradores de rua, é alvo constante de reclamações de vizinhos
Desde que foi inaugurado, em setembro de 2013, o Centro Pop, que atende moradores de rua oferecendo comida e atividades, é alvo constante de reclamações de moradores e comerciantes que vivem em seu entorno. No início deste ano, assim que assumiu o cargo, o secretário municipal de Ação Social, Edgar Ájax Filho, anunciou a realização de um estudo para fechar as portas do Centro e colocar um ponto final nas polêmicas. Ontem, de São Paulo, o prefeito Gilson de Souza (DEM) anunciou que o atendimento do Centro continuará, mas irá mudar de endereço. 
 
Segundo Gilson, o estudo feito concluiu que há a necessidade de se manter um serviço de acolhimento dos moradores de rua. “Existe um convênio que assinamos com o governo federal para prestar o serviço e atender essa população que vive nas ruas. Então, não vamos fechar nenhum serviço. Nosso governo não é de fechar, mas ampliar atendimentos”, disse o prefeito.
 
Mas ele disse que o Centro mudará de endereço. “Não renovamos o contrato de aluguel do imóvel onde hoje o Centro está funcionando. Vamos estudar uma nova área, em que o atendimento poderá ser feito sem causar tantos transtornos”, disse, sem apontar as possíveis áreas de instalação. 
 
O Centro Pop conta hoje com 13 servidores. Para seu funcionamento, são gastos mensalmente R$ 32 mil, sendo que deste valor R$ 13 mil são repassados pelo governo federal e o restante custeado pelo município.
 
Em uma sessão da Câmara, no dia 17 de janeiro, o vereador Corrêa Neves Júnior (PSD) pediu a extinção do serviço. O vereador Della Motta (PTN), por sua vez, denunciou que, desde que o Centro começou a funcionar, os índices de criminalidade cresceram nas suas proximidades. “Houve um crescimento de 15% nos roubos e de 14% nos casos de lesão corporal, principalmente envolvendo mulheres”, disse ele. Della Motta também apontou que metade de todos os moradores atendidos tem passagem pelo sistema prisional, em sua maioria por furto, roubo ou tráfico de drogas.
 
Sobre isso, o prefeito disse que deve conversar com os vereadores e levá-los para conhecer o serviço mais de perto. Gilson também quer ouvir outros setores da sociedade para saber o que pensam sobre o serviço. Um deles é a Igreja Católica. Gilson agendou para a manhã desta sexta-feira a visita do bispo Dom Paulo Roberto Beloto ao Centro, para conhecer os serviços. 

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