Briga entre pastor e fiéis em igreja acaba na Justiça


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Uma situação inusitada chamou a atenção dos moradores da Vila Santos Dumont, na noite de terça-feira. Uma confusão entre dezenas de fiéis e o pastor da igreja evangélica “Igreja do Caminho, o Brasil para Cristo”, que fica na rua Padre Conrado, terminou em confusão. A Polícia Militar foi chamada para acalmar os ânimos. O problema, segundo os envolvidos, seria a permanência do pastor Éder Jardini à frente da igreja, o que seria contra a vontade da maioria dos cerca de 150 fiéis. 
 
“Alguns membros que se sentem no direito de tomar posse da igreja. Eles iniciaram um movimento para me destituir como pastor e tomar a igreja. Esse não é um poder que a igreja tem, pois esse poder é da Convenção, que chegou a ser acionada para intervir, e os envolvidos estão tentando desacreditar esse órgão e a minha pessoa, inclusive tenho boletim de ocorrência registrado”, disse o pastor Éder. 
 
Segundo ele, os fiéis ameaçaram invadir a igreja. “Ameaçaram que iriam invadir para realizar uma assembleia que não tem valor. O estatuto não permite. Estamos reunindo todas as provas para mostrar que existe esse movimento de rebelião”, completou.
 
O advogado Bruno da Silva, que representa os fiéis, diz que a intenção era realizar uma assembleia para destituição do pastor. “Estão distorcendo o fato e falando que eles queriam invadir o templo, quando, na verdade, a igreja é de uso comum de toda a comunidade. Em nenhum momento, foi cogitada a possibilidade de invasão, já que estamos falando de religiosos e não de bandidos.”
 
O presbítero Fábio de Souza apontou supostas irregularidades na administração da igreja. “O tesoureiro não tem conseguido exercer suas atividades. Ele (pastor) tem administrado todo o dinheiro da igreja - depósitos, cartões, senhas de banco. Nos últimos meses, não prestou conta de nada. Por conta disso, começamos a trabalhar para que a igreja soubesse do que estava acontecendo.” 
 
A briga foi parar na Justiça. “Entramos com um pedido de medida cautelar para que, no dia 31, não acontecesse a invasão da igreja. A juíza achou por bem conceder a medida e agora o processo continua na Justiça”, disse a advogada que representa a igreja, Luciana Ferreira. 

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