Um menino de 7 anos ficou com uma moeda entalada no esôfago por três dias. Kauã Henrique Mignoli de Jesus, de 7 anos, é de Suzano, São Paulo, e contou aos pais que estava com uma moeda de R$ 1 nas mãos quando teria se engasgado com o objeto. "Ainda em casa, minha esposa conseguiu colocar a mão na garganta dele e virar a moeda, então ele voltou a respirar. Fomos correndo pro hospital", relatou Júlio Carlos de Jesus, pai do garoto.
De acordo com o site G1, os pais levaram o menino à Santa Casa da cidade, por volta das 19h de sexta-feira, dia 27 de janeiro. "O médico que estava de plantão pediu um raio-X, que não pegou a moeda. Ele até brincou, falou que meu filho não tinha engolido nada, que estávamos inventando história. Nos liberou e disse que a gente podia dar comia pro Kauã, que a moeda já tinha descido pro estômago e deveria sair nas fezes", contou Júlio.
No entanto, Kauã continuava reclamando de dor na garganta e não conseguia tomar água. "Achei estranho e levei ele de novo para o hospital no sábado. Lá encontramos o médico que foi o anjo da guarda e salvou a vida do meu filho. Só sei que o nome dele é Luciano, se não fosse ele, talvez eu nem estivesse com meu filho hoje", declara o pai. O médico pediu novas radiografias, de pontos diferentes do corpo do menino. A moeda foi identificada entalada no esôfago.
"Apesar de ter achado a moeda, no hospital não havia condições de fazer uma endoscopia para tirar a moeda. Então meu filho ficou internado com a moeda na garganta. O hospital não conseguia transferência pra nenhuma unidade pública que pudesse retirar a moeda. Eu já estava desesperado", explicou Júlio. No domingo, o mesmo médico que havia descoberto a moeda no esôfago reencontrou o menino e ao perceber que ele continuava internado aguardando uma transferência, começou a ligar em vários hospitais, até que conseguiu uma transferência.
Kauã foi transferido na madrugada de segunda-feira, dia 30, e o procedimento aconteceu por volta das 8h em um hospital de Santo André. Foram necessários apenas 15 minutos para retirar a moeda. No período da tarde, de acordo com a publicação, o garoto já havia retornado para casa.
"Faço questão de agradecer esse médico, o clínico Luciano, ao amor que ele tem aos seus pacientes, porque isso fica acima de qualquer diploma. Espero que outros médicos, sigam o exemplo dele. O sistema público precisa ter mais amor ao próximo, prestar atendimento de acordo. Um procedimento tão rápido que foi feito lá no Mário Covas, e deixaram a gente durante três dias no sufoco", desabafou Júlio.
A Santa Casa de Suzano informou em nota que "a especialidade de endoscopia não consta no Pronto Socorro Municipal. Por meio do sistema CROSS a unidade encaminha o paciente para um hospital que seja referência na área, como foi feito. É este sistema (do governo do estado) que disponibiliza a vaga para o paciente. No caso citado, o paciente não apresentava risco eminente e foi encaminhado a unidade referência e o problema foi solucionado."
A Secretaria de Saúde do Estado negou que houve demora na transferência do paciente. "A Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (Cross) informa que não procede a informação de demora na autorização para transferência do paciente em questão. O primeiro pedido de transferência para que o paciente realizasse o procedimento foi feito às 22h10 da noite de sábado (28), e quatro horas depois do pedido, por volta das 02h da madrugada de domingo (29), foi autorizada transferência ao Hospital Santa Marcelina de Itaquera. Por volta das 05h da madrugada de domingo (29) um novo pedido de transferência foi feito pela Santa Casa de Suzano, para o mesmo paciente, e mais uma vez foi autorizada a transferência para realização do procedimento, dessa vez no Hospital Mário Covas, ou seja, em 24 horas a autorização de transferência do paciente Kauã Henrique Mignoli de Jesus foi dada duas vezes. É importante destacar também que o transporte do paciente até a unidade de referência é de responsabilidade da unidade de origem, ou seja, no caso a Santa Casa de Suzano."
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.