Anônimo devolve bolsa perdida com mais de R$ 1.600 dentro


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Um desconhecido encontrou a bolsa da babá Roseane Brasiliano da Silva, de 44 anos, e a devolveu sem retirar um único centavo de dentro.

No dia 9 de janeiro, Rose recebeu o pagamento do mês e quando estava saindo da estação Butantã, em São Paulo, percebeu que havia perdido a bolsa. De acordo com o site da Folha de S. Paulo, ela foi orientava por um policial que estava no local a fazer um boletim de ocorrência. O oficial ainda ofereceu a ela o valor da passagem que Rose precisava pagar para chegar em casa.
 
Diante das contas e da casa para sustentar, a babá chegou a pedir um empréstimo no banco para passar o mês. De acordo com a publicação, três semanas depois ela recebeu uma ligação e acreditou que fosse um trote. "Sua bolsa foi encontrada com todo o dinheiro dentro", dizia o coordenador de atendimento e serviços do metrô, Marcos Borges.
 
O coordenador explicou que teve dificultados em encontrar a dona da bolsa, uma vez que os documentos não estavam nela. Somente depois de 12 dias a equipe conseguiu localizar Rose. O objeto fora entregue por um desconhecido, que ao encontrar a bolsa, a devolveu sem retirar nada de dentro.
 
Quando perdeu sua bolsa, a babá se sentiu aliviada de que seus documentos não estivessem nela, mas foi justamente por este motivo que a equipe do metrô demorou tanto a encontrá-la. A única identificação que estava na bolsa era o cartão BOM (Bilhete de Ônibus Metropolitano). Foi preciso rastrear o registro até chegar a Rose.
 
Ao buscar sua bolsa na estação, a babá ficou surpresa. Os R$ 1.639,95, um moedeiro, brincos que ganhou de presente, uma caixa de analgésicos, desodorante, dois batons, perfume e lápis de olho estavam todos dentro da bolsa. Nada faltava. Ela também descobriu o motivo de ter perdido o objeto: a alça havia arrebentado.
 
"Uma pessoa com o coração bom como essa não existe. Se tivesse parado na mão da pessoa errada, eu não estaria aqui", desabafou Rose. Cecília Guedes, funcionária do metrô, diz que há muitas pessoas de bom coração. Diariamente, são entregues à central de achados e perdidos, na Sé, cerca de 220 objetos, sendo que muitos deles envolvem dinheiro.

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