Um padre assassinado no ano passado já havia pedido, 22 anos antes, que o assassino fosse perdoado.
O reverendo Rene Robert, dos Estados Unidos, era contra a pena de morte e escreveu uma carta em que parecia prever sua morte. No documento, ele pedia que caso um dia fosse assassinado, o autor do crime não fosse executado.
"Não importa quão hediondo tenha sido o crime ou o quanto eu possa ter sofrido", diz o padre na carta. Segundo o site G1, os bispos católicos esperam que o documento convença os promotores a reverterem a condenação de Steven James Murray, acusado de sequestrar e matar Robert.
O padre foi encontrado em uma mata da Geórgia, 7 dias depois de ser assassinado a tiros. As autoridades consideraram que Murray era o responsável pelo crime, uma vez que Robert tentava ajudá-lo há meses.
A carta com o pedido de que não haja pena de morte, foi escrita em 1995. Uma petição com mais de 7,4 mil assinaturas de pessoas da diocese foi entregue, pedindo que a vontade de Robert seja respeitada.
"Nós queremos ser a voz dele e fazer com que a sua 'declaração de vida' seja levada em consideração neste caso específico", comenta o bispo Gregory Hartmayer. Outro bispo, Felipe Estevez, da diocese de Saint Augustine, concorda que o assassino deve ser punido, porém "condenar à morte como consequência de um assassinato só perpetua o ciclo de violência na nossa comunidade".
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