Homem é acusado de encomendar o assassinato da filha para não dividir herança


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Renato Garembeck Archilla, suspeito de encomendar o assassinato da própria filha
Renato Garembeck Archilla, suspeito de encomendar o assassinato da própria filha

Na quarta-feira, 1º de fevereiro, acontecerá no 1º Tribunal do Júri do Fórum da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo, o julgamento de Renato Garembeck Archilla, suspeito de encomendar o assassinato da própria filha.

De acordo com o site Metrópoles, a publicitária Renata Guimarães Archilla, de 38 anos, espera que o pai seja condenado. Ela sobreviveu à tentativa de assassinato, ocorrida em dezembro de 2011. “Estava parada no semáforo quando, de repente, um homem vestido de Papai Noel passou na frente do carro. Ele me encarou e depois que teve certeza que era eu, veio para cima e começou a atirar”, lembra Renata. Os disparos atingiram o rosto e braço da vítima. No quarto disparo, porém, a arma falhou.

Renata passou por 8 cirurgias e tratamento psicológico para superar o trauma. “Uma das piores intervenções foi quando tiraram um projétil da minha mandíbula, mas eu ainda tenho um alojado na coluna e perdi parte da sensibilidade do braço esquerdo”, relata a publicitária. O suspeito de realizar os disparos foi identificado como sendo o policial militar José Benedito da Silva. Ele foi preso, expulso da PM e condenado a 13 anos de prisão.

Foi descoberto que Silva tinha o telefone da fazenda de Nicolau Archilla Messa, avô de Renata. A suspeita é de que ele e o filho Renato tenham contratado Silva para cometer o crime. “Ela [Renata] nunca foi aceita pela família paterna, que a rejeitou firmemente”, diz o promotor Felipe Zilberman. Ele afirma ter provas de que o crime foi motivado unicamente por questões financeiras. Renato e Nicolau não queriam de forma alguma dividir a herança da família com a publicitária.

“Foi preciso que ela, desde a infância, travasse uma batalha judicial para que a paternidade fosse reconhecida e o pagamento das pensões alimentícias acabasse efetuado. Foi uma batalha de décadas”, acrescenta o promotor. O julgamento no dia 1º de fevereiro inclui apenas Renato, uma vez que Nicolau faleceu em 2016. Pai e filho chegaram a ser presos, suspeitos de encomendar o crime, mas foram libertados dois meses depois.

Rodrigo Fenzi Ribeiro de Mendonça, que defende Renato, alega que seu cliente é inocente e nega que a publicitária tenha tentado contato com a família paterna. “Não há nos autos nenhuma prova, nada, que ligue o réu aos fatos. Sobre o telefone na agenda do executor, a fazenda vende cavalos e o telefone fixo é divulgado em toda a cidade. Nunca houve contato entre eles. Temos convicção da negativa de autoria”, diz o advogado.

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