INDICADORES MOSTRAM QUE FRANCA PASSA POR UM DOS PIORES MOMENTOS DA HISTÓRIA
Em apenas duas reportagens, no final da semana passada, o Comércio deixou bastante claro que o município passa por um dos piores momentos de sua história, não apenas na questão econômica, mas também quanto à segurança. Para dar a volta por cima, vamos depender muito da administação municipal e sua capacidade de buscar soluções que tragam um alento ao setor produtivo e um basta à ação da criminalidade que tomou conta das ruas de Franca. Se não houver qualquer iniciativa com toda a certeza, daqui a um ano estaremos acompanhando a deterioração ainda maior destes números negativos.
As exportações de Franca encolheram nos últimos anos e, em 2016, voltaram ao patamar de 2002, de acordo com dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Entre janeiro e dezembro do ano passado, a cidade exportou US$ 127.941.758 ante US$ 158.491.639 em 2015. O resultado é 20% menor e representa US$ 30.549.881 a menos injetados na economia da cidade. Nos últimos 14 anos apenas em 2002, quando exportou US$ 119.153.019, a cidade alcançou um resultado inferior ao de 2016. Os dois principais setores que sustentam as exportações de Franca, calçados e café, sofreram quedas significativas nos últimos anos em razão da perda de mercados importantes e da concorrência crescente de outros países. Para se ter uma ideia do tamanho do prejuízo, basta dizer que a exportação de calçados recuou 2/3 nas últimas duas décadas, o que se refletiu principalmente no mercado de trabalho.
Na outra ponta, os crimes contra o patrimônio, furtos (pega algo sem estabelecer contato) e roubos (quando há contato com a vítima, ameaça ou violência, o conhecidíssimo assalto) aumentaram nos últimos 12 meses. Essa constatação é da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo, que divulgou, na semana passada, o balanço anual das ocorrências registradas na cidade. Conforme os dados, Franca praticamente não passa uma hora sequer sem que ladrões entrem em residências, estabelecimentos comerciais, entidades, delegacias, escolas ou atuem nas ruas, fazendo milhares de vítimas da violência e do descaramento. Em 2016, foram 8.316 boletins de ocorrência registrados nos cinco distritos policiais da cidade. Em 2015, ocorreram pelo menos 7.187 delitos dessas naturezas. A questão começa a sair dos trilhos, mesmo diante do aumento dos gastos do francano com aparatos de segurança. O prefeito Gilson de Souza (DEM), que insiste na necessidade de um planejamento municipal estratégico para as próximas décadas, preci
sa dar maior atenção a estes dois pontos extremamente importantes para a vida da cidade e de seus moradores.
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